Concurso para médicos de família admitiu mais candidatos do que as vagas disponíveis

Human Resources com Lusa
30 de Janeiro 2023 | 08:10
Concurso para médicos de família admitiu mais candidatos do que as vagas disponíveis

Um total de 212 especialistas em medicina geral e familiar foram admitidos a concurso para preencher 196 vagas, incluindo mais de 100 médicos sem vínculo por tempo indeterminado com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

O Ministério da Saúde (MS) adiantou à Lusa que a lista de ordenação final agora publicada inclui a admissão de 212 candidatos, no âmbito do concurso para a contratação de médicos de família aberto no início deste mês.

Este número de médicos candidatos «evidencia que, além dos recém-especialistas, concorreram a este concurso mais de uma centena de médicos de família que até aqui não detinham uma relação jurídica de emprego por tempo indeterminado com o SNS», adiantou o ministério de Manuel Pizarro.

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Segundo o MS, a abertura destes 196 postos de trabalho no recente concurso de recrutamento de médicos representou um «aumento de 87% face ao número de 105 recém-especialistas» que concluíram a formação em medicina geral e familiar na segunda época de avaliação do internato médico de 2022.

«Regista-se, por isso, que este número de candidatos é um indicador muito positivo», sublinhou o ministério, ao avançar que agora segue-se o processo de escolha de vagas, para as quais pode haver mais de um candidato.

«Se no final do concurso se verificar que há candidatos disponíveis não colocados, a situação será objecto de análise e serão abertas novas vagas», garantiu ainda o Ministério da Saúde.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Portugueses de Medicina Geral e Familiar (APMGF) considerou «inexplicável e surpreendente» que, perante «quase 1,5 milhões de pessoas» sem médico de família, se abra um «concurso que tem menos vagas do que candidatos».

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«Deviam ser disponibilizadas todas as vagas que são necessárias. Todas elas deveriam ser colocadas a concurso, mas não é isso que está a acontecer, porque faltam muitos mais médicos de família do que estas 196 vagas que foram colocadas a concurso», alertou Nuno Jacinto.

O presidente da APMGF considerou também «positivo» o número de médicos que concorreram e que «querem ficar no SNS», mas reiterou ser «incompreensível que só haja 196 vagas» disponibilizadas, tendo em conta as «carências profundas» desses especialistas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também no Alentejo e Algarve.

O concurso prevê 13 vagas na área de Medicina Geral e Familiar para o Alentejo, 13 para o Algarve, 44 para o Centro, 62 para Lisboa e Vale do Tejo e 64 para o Norte.

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