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Serão as directoras mães mais atentas às necessidades dos colaboradores?
Quase um terço dos profissionais acredita que sim, revela um estudo global da Regus, onde 55% dos portugueses valorizam as competências e experiências das colaboradoras que se tornaram mães.
Cerca de metade dos inquiridos em Portugal considera também que as mulheres que têm filhos são melhores gestoras do tempo, nesta investigação realizada pela empresa de Soluções de Espaço de Trabalho Flexíveis.
A pesquisa contou com a participação de cerca de 44 mil profissionais em mais de 100 países em todo o mundo. A nível global, 83% dos colaboradores acreditam que o trabalho flexível é a chave para atrair e manter estas colaboradoras no mercado, de modo a facilitar a conciliação da maternidade com a vida profissional. «O trabalho flexível permite às empresas aproveitar esta força de trabalho e oferecer no pós-gravidez um caminho de volta ao mercado de trabalho. São as próprias empresas, através deste estudo, que alertam que é fundamental que seja oferecido algum nível de trabalho flexível, como a possibilidade de trabalhar mais perto de casa, de modo a contarem com estas profissionais na equipa», pode ler-se no comunicado do estudo.
A nível global, as mulheres que retornam ao activo, após a gravidez e licença de maternidade, são valorizadas pela experiência e capacidades (55%) e vistas como mais confiáveis (30%) e organizadas (31%) do que os restantes colegas. Estas profissionais são ainda apontadas, por 23% dos inquiridos, como mais trabalhadoras e, no caso das directoras, mais atentas às necessidades dos colaboradores. «Para além disso, as mães que regressam ao activo são menos propensas a mudar de emprego nesta fase, o que é benéfico para as empresas, que poupam em custos de recrutamento e integração», é realçado no comunicado.