É cuidador informal e não sabe os seus direitos? Este projecto vai percorrer o país para ajudar a colmatar dificuldades

São muitos os obstáculos e as dificuldades que os cuidadores portugueses conhecem e que identificaram, num dos inquéritos realizados pelo Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais. É para as ajudar a colmatar que o Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais vai percorrer o país, levando a informação e formação a quem delas mais precisa, no formato de sessões de esclarecimento.

A primeira realiza-se já no próximo dia 26, pelas 15h00, em Sesimbra, no Espaço Memória de Sesimbra na Casa do Bispo.

Com o apoio das câmaras municipais que integram a Rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais (RACCI), especialistas das associações que fazem parte do Movimento vão ser os guias das sessões que visam colmatar as dificuldades detetadas ao nível de compreensão e acesso à informação. E porque muitos destes cuidadores não têm acesso a plataformas digitais, estas sessões vão ser presenciais, obedecendo a todas as regras de segurança determinadas pela Direcção-Geral da Saúde.

Sesimbra é a primeira autarquia a receber estas sessões, para a qual estão convidados todos os interessados em saber mais sobre os direitos dos doentes e dos cuidadores e diferentes aspetos associados ao Estatuto do Cuidador Informal. As restantes vão prosseguir, ao longo do ano, noutras zonas do país, com as datas a anunciar em breve no website do Movimento.

Vanda Pinto, assistente social da Alzheimer Portugal, uma das mais de trinta associações que compõem Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais, afirma: «Pretendo com a minha intervenção, nesta sessão em Sesimbra, contribuir e apoiar todos os cuidadores informais presentes a compreender melhor quais os seus direitos, o que é o Estatuto, e a quem podem e devem solicitar ajuda nesta tarefa tão importante e essencial na nossa sociedade. Queremos, como Movimento, promover o esclarecimento de informação junto do maior número de cuidadores possíveis e este é mais um passo para chegarmos a cuidadores que, por exemplo, não têm acesso à internet, redes sociais ou que tem dificuldades em aceder a informação».

«São muitas as mulheres e os homens que, em Portugal, desempenham a tarefa de cuidador informal, um trabalho exigente e desgastante, na maior parte das vezes sem qualquer recompensa material. E são também muitos, como pudemos constatar através do inquérito realizado pelo Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais, os que precisam de mais apoio, de informações, de esclarecimentos e ajuda para desempenharem as suas tarefas», refere Pedro Moura, director-geral da Merck Portugal.

A sessão é aberta não só a todos os cuidadores informais mas também a profissionais de saúde, farmacêuticos, assistentes sociais e não necessita de inscrição prévia.

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