E os profissionais, que propósito os move?

Ana Rita Rebelo
25 de Outubro 2019 | 12:56
E os profissionais, que propósito os move?

Na 18.ª edição da Conferência Human Resources fez-se algo inédito: dar voz aos profissionais anónimos. Com a ajuda de colaboradores do grupo Vila Galé, da TAP e dos CTT, procurou perceber-se o que move estes profissionais e o que distingue as empresas que representam.   

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Guilherme Simões, chefe de recepção dos hotéis Vila Galé, foi o primeiro a subir a palco para dar a conhecer o seu propósito e não se poupou a elogios à empresa onde trabalha. «Vi a empresa a crescer, ajudei-a a crescer, e a empresa também me ajudou a crescer, e muito. É uma empresa que dá oportunidades às pessoas», começou por dizer.

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Numa lógica de progressão de carreira, referiu que as vagas que vão surgindo são, primeiro, comunicadas internamente, no âmbito de um programa de mobilidade interna. E deu o seu próprio exemplo. O actual chefe de recepção dos hotéis Vila Galé começou por trabalhar no Vila Galé Ópera, junto ao Centro de Congressos de Lisboa e às Docas e, depois, no Vila Galé Ericeira como sub-chefe. Agora, irá abraçar uma nova oportunidade no Vila Galé Sintra, um healthy lifestyle hotel de cinco estrelas, situado em plena Várzea de Sintra.

O que o fez permanecer? «O grupo está sempre em crescimento. Todos os anos abre novas unidades, dando também oportunidade a quem está na empresa de evoluir e de crescer», fez notar, sublinhando ainda que «é uma empresa de pessoas incríveis e é feita de pessoas para pessoas». «Todos nós trabalhamos para que os nossos clientes tenham uma experiência inesquecível e, no limite, repetível nos nossos hotéis e também em Portugal.»

 

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«A minha TAP»

Seguiu-se a intervenção de Miguel Gameiro, Turnaround coordinator do Hub da TAP em Lisboa, que afirmou que o mais motivador no seu trabalho «é o desafio diário de coordenar diferentes equipas e ver a satisfação dos passageiros».

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Reconheceu também o que diz ser um investimento diário da companhia aérea na realização de cada colaborador, destacando um almoço mensal com o CEO, Antonoaldo Neves, onde o objectivo é reunir profissionais do grupo TAP, de diferentes áreas, para poderem conversar informalmente sobre os desafios e os objectivos da companhia. «Estas iniciativas só  podem resultar num trabalhador que é mais satisfeito, mais focado e mais motivado em atingir objectivos», realçou.

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«Na TAP somos não só uma grande empresa, como uma grande família que se apoia mutuamente nos desafios que têm vindo a surgir e que tem a perfeita consciência que o avião só levanta voo com o trabalho árduo de diferentes áreas. Temos todos de estar na mesma página, focados e atentos a tudo», frisou.

Um ponto que, logo a seguir, mereceu a concordância de Paulo Manso, técnico de manutenção de aeronaves também da companhia, que apelida de «a minha TAP». «E quando digo ‘a minha TAP’ não é pelo facto de ser contribuinte e, portanto, dono de 50% da TAP,», brincou, «mas sim porque os 28 anos que passei na empresa foram com muito gosto». Revelou ainda que a TAP permitiu-lhe alcançar «um sonho de menino»: o de ser «médico» dos aviões.

Mas o motivo pelo qual permaneceu são alguns valores da TAP que fez questão de realçar: a honestidade, clareza, transparência, relação com os trabalhadores e, por outro lado, a procura pela excelência.

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Simplicidade, transparência e proximidade
A última intervenção coube a Ana Fernandes, gestora de Loja dos CTT, que constatou: «Considero-me uma embaixadora da empresa CTT, não só dentro do meu local de trabalho, mas também fora, porque identifico-me com a missão e valores da empresa» que considera ser a simplicidade, transparência e proximidade. «Trabalho para que as pessoas com quem eu lido diariamente possam ser felizes naquilo que fazem, estar motivadas, empenhadas e dedicadas, e para conseguir identificar as competências de cada uma delas e transformá-las em mais e melhor para que, no final do dia de trabalho, nós tenhamos consciência de que demos o melhor de nós, que conseguimos ser competitivos e corresponder àquilo que o mercado espera de nós», disse.

 

Por Ana Rita Rebelo 

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