Esta empresa portuguesa vai investir 1,5 milhões de euros até 2022 e contratar 30 trabalhadores

Human Resources com Lusa
28 de Setembro 2021 | 16:45

A Papiro, empresa portuguesa de soluções de gestão documental, vai investir cerca de 1,5 milhões de euros até 2022 e quer contratar, pelo menos, 20 ou 30 trabalhadores para acompanhar o lançamento das novas marcas, anunciou o presidente executivo.

«Estamos, neste momento, a efetivar um investimento na casa de um milhão de euros nas nossas instalações no Norte, por forma a reforçar as equipas e toda a oferta», adiantou o presidente executivo da Papiro, Luís Bravo, em declarações à Lusa.

A par disto, a empresa prevê investir entre 400 e 500 mil euros no desenvolvimento de software e em equipamento básico ao nível da destruição confidencial.

Para assinalar o vigésimo aniversário da Papiro, que se celebra este ano, a empresa lançou uma nova imagem e quatro marcas, que acompanham a evolução do mercado – Papiro Arquivo, Papiro Digital, Papiro Recicla e Papiro Expresso.

A Papiro Arquivo vai dedicar-se a apoiar os processos de gestão de arquivos físicos ou em serviços de consultoria arquivística, enquanto a Papiro Digital pretende desenvolver soluções que promovam a automatização de processos, garantindo a segurança e rastreabilidade da informação.

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Por sua vez, a Papiro Recicla abrange os serviços de destruição segura e confidencial de documentos e suportes de dados digitais e reciclagem e a Papiro Expresso passa a abarcar a estafetagem, com serviços de entrega personalizada de documentos.

A Papiro, que em 2020 foi comprada pela EAD – Empresa de Arquivo e Documentação, antecipa um aumento de 6% na facturação para 5,5 milhões de euros este ano e vai contratar entre 20 a 30 trabalhadores com o lançamento das novas marcas.

«Estamos a crescer entre 6% a 7%, fruto de termos sido adquiridos, no ano passado pelo grupo EAD, e estamos com um EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] em mais de 50% superior ao do ano passado», indicou Luís Bravo.

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As previsões da empresa apontam para um EBITDA de cerca de 400 mil euros em 2021, em linha ou até superior ao registado em 2019, antes da pandemia COVID-19, o que é justificado pela diversificação de serviços.

Conforme apontou o presidente executivo da empresa, no segundo semestre do corrente ano, nomeadamente em Setembro, tem-se verificado um aumento dos pedidos relativos às novas soluções, principalmente ao nível da transformação digital e da destruição confidencial.

«Pensamos que o alívio das restrições tem aqui algum peso, uma vez que as empresas começam a voltar à sua normalidade. Poderá ser uma preparação de orçamentos para 2022, mas notamos que está a haver uma grande procura», referiu.

Em 2022, o volume de negócios da empresa deverá seguir esta tendência, com um aumento na ordem dos 10%, prevendo-se ainda um «crescimento muito significativo» em termos de resultados antes de impostos.

«A nossa grande aposta para os próximos anos são as ferramentas tecnológicas. Há 20 anos, a nossa base comercial era o arquivo em papel. Sofremos todo este processo de transformação e estamos muito fortes nas ferramentas tecnológicas. Queremos apresentar ao mercado produtos standard, alguns para determinados nichos, sem descurar a essência da Papiro, que é o tratamento da documentação dos nossos clientes, em papel ou digital», concluiu Luís Bravo.

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