Estão os portugueses mais empreendedores?

É o que revela o oitavo estudo Amway Global Entrepreunership Report (AGER), sobre “O que Impulsiona o Espírito Empreendedor”, e também como se posiciona Portugal em relação à Europa e ao mundo, como o meio envolvente promove ou não o empreendedorismo e as áreas em destaque.

 

O AGER revela que o desejo dos portugueses de empreender (56%) aumentou em 11%, enquanto que a confiança para o fazer aumentou também 10 pontos percentuais, registando 49%. 

O estudo, feito em colaboração com a Escola de Negócios da Universidade Técnica de Munique e a empresa de mercado Gfk, mostra também que 53% dos portugueses assumem também que não permitem que as suas relações sociais os demovam dos objectivos empreendedores.

Quando comparados com a média mundial e até europeia, os valores obtidos em Portugal são bastante significativos. A média mundial em relação ao desejo para empreender foi de 49% e a europeia de 41%, enquanto a confiança para o fazer, globalmente os valores foram de 43% e a nível europeu, a percentagem foi de 37%.

Estas percentagens registadas pelos portugueses resultam de uma pontuação única obtida através do Índice do Espírito Empreendedor Amway (AESI), uma métrica desenvolvida pela empresa, pelo terceiro ano consecutivo, e que este ano demonstra as alterações positivas no comportamento e espírito dos portugueses. Foram entrevistadas 48 mil pessoas.

Sobre os resultados, Rui Baptista, orientador científico do AGER em Portugal e professor catedrático responsável pelo Departamento de Engenharia e Gestão do Instituto Superior Técnico, afirma: «Os resultados do relatório AGER 2018 reflectem, mais do que uma melhoria da situação económico-financeira, um maior optimismo dos portugueses quanto ao horizonte socioeconómico de médio prazo e às suas próprias capacidades para empreender. As três variáveis da métrica AESI tiveram uma pontuação mais alta que a média global e europeia, e é notório que os Portugueses de ambos os sexos se sentem mais motivados para empreender e criar projectos que contribuam para desenvolvimento económico do país.»


O meio envolvente empresarial impulsiona a criação de negócio?
A maioria dos portugueses deu destaque a duas situações relacionadas com a disponibilidade de informação e ferramentas: 52% consideram que existem meios tecnológicos que proporcionam iniciativas de empreendedorismo com maior facilidade, e ainda que o sistema educacional já fornece ferramentas necessárias para o fazerem, com um registo de 43%. No que respeita a regulamentos e legislação, apenas 26% assumem que o que está em prática é de fácil compreensão para quem pretende empreender, registando-se esta opção na terceira posição.

Quanto ao sistema educacional disponível, a média mundial é de 40% e a europeia de 36%. Já as percentagens obtidas na terceira posição diferem bastante, o mundo e a Europa consideram que a situação económica local é actualmente benéfica com 36% e 29% dos inquiridos a escolher esta opção, mas em Portugal esta escolha recai para 5.º lugar com apenas 15% dos participantes a valorizar este tópico no inquérito.

Na 4.ª posição, os portugueses assumem que uma das maiores dificuldades que sentem na criação de um negócio está ligada a questões relacionadas com impostos e regulamentação, com uma significativa percentagem de 84% a assumir que é uma situação de difícil gestão.

 

Em que áreas os portugueses necessitam de mais apoio para desenvolver um negócio?
34% dos portugueses assumem que é no financiamento que mais carecem de auxílio, comparado com 23% da população mundial e europeia assumiram essa carência. Na segunda posição está a implementação da ideia, ou seja, como se deve desenvolver um negócio. Portugal registou 18% de respostas, enquanto a média mundial e europeia é inferior, de 13%.

As questões relacionadas com marketing, identificação de target e estratégia de comunicação seguem identificadas como a terceira necessidade para os portugueses, com 17% das respostas, seguida das necessidades administrativas (apoio nas áreas de finanças e impostos) e das carências que se poderão verificar nos recursos humanos, ambas com 12%.

Quanto aos participantes a nível global, foi destacado em segundo lugar a necessidade de apoio nas áreas administrativas (20%) e do marketing (18%). Já na Europa, a maior carência de apoio prende-se ao nível administrativo, com 24%, já as necessidades de marketing registaram 15% das respostas.

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