Flash Talk: Como as tecnologias estão a alterar o nosso mundo?

Titiana Barroso
9 de Outubro 2018 | 05:01
Flash Talk: Como as tecnologias estão a alterar o nosso mundo?

A SingularityU Portugal Summit Cascais arrancou ontem no novo Campus da Nova SBE, em Carcavelos. É a primeira vez que esta cimeira, que termina hoje, se realiza em Portugal. O objectivo é inspirar líderes e gestores para um aproveitamento das tecnologias orientado para a resolução dos problemas da humanidade.

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Por Diana Pedro Tavares

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A SingularityU Portugal Summit Cascais junta oradores especialistas em Inteligência Artificial, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Robótica, Internet das Coisas, Energia, Medicina, Ambiente, Educação, Blockchain, Sistemas e Redes, Financiamentos e Culturas.

Além de painéis sobre o futuro do trabalho e a possibilidade de cada um poder inovar como uma startup, também vão ser abordados temas sobre como o blockchain pode ser usado para a economia circular e para os nossos oceanos, ou porque é que a bitcoin é importante para a liberdade dos cidadãos.

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Ricardo Marvão, um dos responsáveis pela organização da cimeira e co-fundador da Beta-i, explica de que forma os líderes podem aprender com o uso da tecnologia cada uma destas áreas e a importância de as juntar para possibilitar o networking.

Como foi trazer esta conferência para Portugal?
Foi um processo relativamente rápido pois a sede da Singularity University percebeu logo de início que os players que estavam a querer trazer a SingularityU Summit para Portugal (Beta-i, NovaSBE e CMCascais) eram credíveis, com um projecto a longo prazo, bem estruturado e fundamentado e que cada organizador iria trazer vários pontos fortes ao projecto.

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Para quem não conhece este evento, qual é o objectivo e a quem se dirige?
É o primeiro momento de contacto com os líderes de hoje e os jovens líderes de amanhã, para os desafiar a pensar com um mindset exponencial e a perceber de que forma as tecnologias estão a alterar o nosso mundo e a ligá-lo de forma cada vez mais mais rápida. Através de um programa de dois dias, para executivos, empreendedores, membros do governo, ONGs, educadores e jovens, o evento pretende explorar tendências globais que advêm do rápido crescimento da tecnologia e ensinar a lidar com os desafios dos negócios, organizações e indústrias do futuro

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De que forma pode ajudar a capacitar e inspirar os líderes?
A SingularityU Portugal Summit está feita para que os participantes explorem primeiro os grandes tópicos das tecnologias emergentes em conferências mais gerais e depois possam escolher sessões mais aprofundadas em sectores específicos ou workshops e sessões hands-on, fazendo com que a audiência tenha que escolher aquilo mais lhe possa interessar. Por outro lado, as possibilidade de networking entre pessoas de diferentes áreas, a diversidade de temas e o diálogo entre várias perspectivas trará boas discussões.

Os temas e os oradores são muito diversos, desde CEOs de Tecnológicas a astrobiólogos. Que papel tem este networking na inovação das empresas?
A diversidade de opiniões e a interligação entre domínios é cada vez mais importante nas organizações que querem estar prontas para o futuro. E as oportunidades vêm muitas vezes dos sítios que menos se espera. Ao mostrar a diversidade que existe lá fora (principalmente para quem está sempre focado em tecnologia será muito interessante perceber o que se passa noutras áreas), é uma forma de pensar diferente e de mudar o mindset.

Que vantagem tem um empresário mais “tradicional” em estar presente?
Essencialmente faz abrir os olhos para um conjunto de realidades que pareciam distantes, mas que na verdade estão mesmo à porta. E abre um conjunto de perguntas novas na mente dos nossos líderes.

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É também co-fundador da Beta-i, por isso trabalha muito na área da Inovação. Que tecnologias cujo uso hoje ainda é uma excepção, vão ser banais daqui a 10 anos?
Acho que mais do que pensar em tecnologias, é preciso analisar alguns temas que, sendo mais abrangentes, vão ter profundas alterações no futuro, tais como novas formas de aprendizagem, ou o futuro do trabalho ou mesmo a governação. Há certamente várias tecnologias que irão ser banais, tal como há 40 anos era uma surpresa perceber como funcionava um micro-ondas e hoje em dia é comum. Mas, acima de tudo, sinto que a nossa forma de interagir, de trabalhar e de explorar formas de colaborar é que vão ser as verdadeiras diferenças.

Como pensa que a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas ou o blockchain pode mudar o mundo empresarial, nomeadamente a forma de trabalhar?
Já há muitos exemplos de como todas essas tecnologias estão já a alterar o nosso mundo empresarial, e já há alguns anos. Agora está é mais visível, mas o verdadeiro impacto é quando estas tecnologias, que normalmente partem de um ponto linear, atingem um ponto exponencial, como fazer alterar coisas que no passado assumíamos como sendo impossíveis ou que levariam muito tempo a concretizar.

E a cultura organizacional, também está a mudar?
Imenso. Não só porque a cada dia temos mais ferramentas que nos ajudam a trabalhar melhor e a atingir mais pessoas dentro da organização (como os coaches virtuais), como a forma de trabalhar e comunicar com esta nova geração é também muito diferente (por exemplo, o pouco uso de email nos adolescentes versus outras ferramentas).

Estão planeadas mais edições desta conferência em Portugal?
Neste momento não.

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Quais as principais competências que um líder deve ter, para gerir, no futuro, não só pessoas, mas também todas estas novas tecnologias que vão fazer parte do dia a dia do mundo empresarial, na próxima década?
Acima de tudo diria que a capacidade de criar uma cultura forte, inovadora e capacitadora terá de ser a base. Já o Peter Drucker dizia que “a cultura come a estratégia ao pequeno-almoço”.


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