
Fundação Ageas e CUF apoiam oito novos projectos sociais
A Fundação Ageas e a CUF anunciaram os oito projectos que vão integrar a segunda edição do Ímpares, um programa de aceleração que tem como objectivo apoiar organizações de impacto social que queiram aumentar a sua escala e preparar-se para receber investimento de impacto.
Ao longo de 12 meses, as oito organizações vão beneficiar de mentoria, acompanhamento personalizado e formação em áreas como estratégia, modelos de impacto, desenvolvimento de equipa, modelo de negócio e comunicação para o investimento.
Os projectos seleccionados são:
- Braining – Plataforma que combina Realidade Virtual e IA para transformar a reabilitação em casos de AVC.
- Cuidadores – Promoção do bem-estar e da capacitação de cuidadores informais.
- DAT – Dance, Arts & TangoTherapy – Associação que utiliza TangoTerapia e artes para inclusão social e promoção da saúde.
- iMAGINE by DiVERGE – Programa para jovens adultos focado em empregabilidade e inclusão social.
- Lira – Organização que apoia mulheres neurodivergentes em todas as fases, desde o diagnóstico até à aprendizagem de estratégias de autorregulação no quotidiano.
- NoCode Institute – Capacitação para talentos não-técnicos em competências digitais sem código através de tecnologias No-Code e IA.
- UNE-IDADES – Plataforma de partilha de casa intergeracional entre seniores e estudantes, que combate a solidão e a dificuldade de acesso à habitação.
- VEM – Mobilidade com Dignidade – Serviço de “Uber humano” com Guias com formação adequada e que acompanham pessoas que necessitam de apoio na mobilidade.
A selecção destes projectos, de um total de 122 candidaturas, resultou de um processo rigoroso, que incluiu um bootcamp intensivo onde foram partilhadas ferramentas e estratégias essenciais para as organizações se prepararem para escalar.
«Sem escala não se resolvem problemas sociais! Esta é uma das máximas do programa Ímpares e que esteve na origem da escolha destes oito projectos de inovação social. Todos eles são escaláveis, pertinentes e são geridos por equipas nas quais acreditamos e reconhecemos valor», afirma João Machado, presidente da Fundação Ageas.
«Na CUF, acreditamos que nenhum desafio social se resolve isoladamente. A participação no Ímpares reforça a importância das parcerias multissetoriais para escalar soluções inovadoras. Quando unimos competências de diferentes sectores, conseguimos transformar bons projectos em respostas sociais sustentáveis e com impacto real na vida das pessoas», sublinha Mariana Ribeiro Ferreira, directora de Cidadania Empresarial da CUF.
Para as organizações que vão integrar este programa de aceleração, as expectativas sobre o que podem retirar da sua passagem pelo ÍMPARES são elevadas. “A participação no ÍMPARES surge num momento-chave: o de estruturar crescimento, medir impacto de forma rigorosa e garantir que a expansão do projecto mantém a sua base científica, ética e social”, destaca Mariana Lucas Aguiar, co-fundadora da Lira, antevendo que “daqui a um ano, o sucesso da passagem pelo ÍMPARES será saber que qualquer mulher em Portugal pode iniciar um processo de identificação da sua neurodivergência e encontrar, no dia a dia, um acompanhamento que a ajude a compreender-se e a cuidar de si”.
Já para Daniela Seabra, Fundadora do VEM-Mobilidade com Dignidade, «o ÍMPARES representa exatamente o tipo de acompanhamento que procuramos neste momento: próximo, exigente e orientado para impacto real».