ISQ Academy: Formação não é Netflix: é transformação

Hoje, há muito “formar”, mas pouco “transformar”. No ISQ Academy, não vendemos cursos — desenhamos experiências que mudam pessoas, equipas e organizações.

Por: Margarida Segard, directora do ISQ Academy

 

É fashion falar de Academias. Muitas empresas mudaram o nome da tradicional “Formação Interna” ou “Learning” para Academia, mantendo, porém, os mesmos Planos de Formação – agora com mais escolha individual, módulos e e-learning sobre inúmeros temas, recorrendo ao LinkedIn, Coursera e a outros conteúdos mooc ou trailor made.

Os relatórios são impressionantes: quantos formandos, quantos cursos, quantas áreas, que percentagem de satisfação. O investimento parece maior, mais digital, mais monitorizado. Bravo!

Estamos, à primeira vista, a investir a sério em lifelong learning. Mas… estaremos mesmo a investir nas pessoas, nas empresas e na mudança real? Estamos a gerar resultados concretos – mais produtividade, menos falhas, mais vendas, menos “perdas” e desperdício, mais inovação, mais circularidade? A verdade é que são ainda poucos os exemplos que respondem “sim” a estas perguntas.

Criar, desenhar e gerir uma Academia não é o mesmo que gerir um Plano de Formação com um nome trendy mas processos antigos. Num mundo VUCA, acelerado pela digitalização e pela sustentabilidade, dois anos bastam para tornar um modelo obsoleto.

Por isso, no ISQ Academy, criámos serviços dinâmicos que apoiam as organizações a conceber e gerir as suas academias, com soluções que criam mudança mensurável, em todas as funções, áreas empresariais e níveis hierárquicos. Não vendemos cursos. Construímos experiências de aprendizagem que provocam transformação – nas pessoas, nas equipas e nas organizações.

A formação só faz sentido quando é desenhada à medida de um propósito e alinhada com a estratégia, quando cria impacto real e mensurável e transforma cultura, processos e resultados, com KPI e ROI claros.

A capacitação com impacto começa sempre por um diagnóstico rigoroso do ponto de partida, com recurso a ferramentas de IA, e pela escuta das “dores” das pessoas e das empresas. Só assim conseguimos desenhar percursos que as levem dos pains aos dreams: dos problemas concretos às ambições estratégicas.

Cada programa é, em si, um projecto de transformação organizacional. Medir o impacto é essencial. Não basta formar. É preciso monitorizar ganhos, avaliar a evolução de competências e a mudança nos indicadores de desempenho – mas também medir o que não é quantificável: a valorização pessoal, o sentimento de pertença, o orgulho de contribuir para algo maior.

Os KPI tradicionais raramente captam esta dimensão humana – e é aí que reside a verdadeira transformação. O impacto deve acontecer em cada pessoa, na empresa, na família e na comunidade.

Hoje falamos das Super Power Skills – o modelo holístico do ISQ Academy –, um conjunto de competências que cruzam liderança, soft skills, competências digitais e técnicas, sustentabilidade e wellbeing. Trabalhamos estas dimensões de forma holística, porque acreditamos que o desenvolvimento humano é inseparável da performance organizacional.

Aprender é crescer – mas também é fazer diferente. Cada experiência de aprendizagem que desenhamos é prática, viva e aplicada: peer learning, hands- -on training, problem solving, visitas técnicas, assignments, missões e projectos reais que desafiam as equipas a testar novas formas de trabalhar, gerir e inovar.

Queremos criar “fome de transformar”, provocar reflexão e acção – colectiva e individual. Capacitar com propósito é também ligar cada pessoa à estratégia: ajudá-la a perceber como o seu trabalho diário contribui para o futuro da empresa, para o sucesso dos clientes e para o desenvolvimento sustentável do planeta.

É isso que distingue uma formação pontual de uma experiência transformadora. Num mundo em que 80% do valor das empresas está nas pessoas, o desenvolvimento de competências é o investimento mais inteligente e humano que uma organização pode fazer.

Porque formar com propósito é acreditar que cada pessoa pode ser motor de mudança – e que essa mudança é o verdadeiro impacto.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Academias de Formação” que foi publicado na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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