
Já são conhecidos os vencedores da terceira edição do Prémio Sonae Educação
O Agrupamento de Escolas Gil Vicente, CADIn, Skoola e Associação Topsail são os grandes vencedores da terceira edição do Prémio Sonae Educação, seleccionados entre 466 candidaturas pelo seu impacto na promoção da inclusão, inovação e acesso equitativo à Educação em Portugal.
É a primeira vez que o prémio reconhece quatro projetos vencedores e inclui uma escola pública entre os distinguidos. Os projectos recebem um total de 150 mil euros e integram o ecossistema de mentoria e apoio da Sonae durante 12 meses. A entrega do prémio realizou-se no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
«Este ano, temos vencedores que nos apresentaram tecnologia, arte, intervenção terapêutica e leitura inclusiva. Quatro abordagens muito diferentes, mas com um denominador comum: colocar os jovens no centro da ação e dar-lhes ferramentas para o futuro. É este o objectivo do Prémio Sonae Educação e estamos muito orgulhosos deste grupo de vencedores e expectantes para acompanhar o impacto dos seus projectos», afirma Eduardo Piedade, Chief Development Officer da Sonae.
O projecto ‘Ler sem Barreiras’, promovido pelo Agrupamento de Escolas Gil Vicente, de Lisboa, recebe 16 mil euros, valor correspondente ao orçamento submetido na candidatura. Desenvolvido a partir da biblioteca escolar, é dirigido a alunos com dislexia severa ou outras perturbações do neurodesenvolvimento que enfrentam grandes dificuldades na leitura. O valor do Prémio irá possibilitar a aquisição de eReaders com funcionalidades de leitura em voz alta, personalização de letra e contraste, permitindo o acesso inclusivo à literatura e ao conhecimento.
Os beneficiários serão 60 alunos e espera-se o aumento do tempo de exposição à leitura, a melhoria da compreensão leitora, o reforço da autoestima e um maior envolvimento nas aprendizagens e na vida escolar. Esta é a primeira escola pública a vencer o Prémio Sonae Educação.
Por sua vez, o projecto ‘Educação que Transforma’, do CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, foi distinguido com um apoio de 50 mil euros. Trata-se de um modelo nacional de inclusão que assegura diagnóstico precoce, intervenção terapêutica e capacitação de professores e famílias de crianças com perturbações do neurodesenvolvimento.
O prémio permitirá ao CADIn acompanhar 200 crianças e jovens ao longo de 12 meses, levar ações de formação a mais escolas e em novos territórios, abrangendo 150 professores e técnicos, desenvolver materiais educativos acessíveis e consolidar um modelo já validado no terreno, com impacto reconhecido.
Também com um prémio de 50 mil euros, a Skoola – Associação Música Skoola Artes e Cultura Urbana viu reconhecido o seu trabalho de inclusão através da arte. A academia de música urbana desenvolve actividades com jovens em contextos vulneráveis, promovendo autoestima, cidadania e novas perspectivas de futuro. O projecto oferece sessões criativas semanais a cerca de 200 participantes entre os seis e os 18 anos, combinando expressão musical, escrita de canções e produção digital. O apoio financeiro permitirá reforçar a sustentabilidade da iniciativa e garantir que estas crianças e jovens, identificados por IPSS e técnicos escolares, tenham acesso à arte e à música.
Por fim, o ‘TUMO – Centro de Tecnologias Criativas’, da Associação Topsail, foi premiado com 34 mil euros. Este programa extracurricular gratuito combina tecnologia e criatividade através de autoaprendizagem e workshops especializados. Já impactou mais de 2300 jovens em Lisboa e Coimbra e prepara-se para chegar a 4500 participantes em 2025/2026. O prémio permitirá realizar 50 laboratórios avançados, dirigidos a um total de 800 alunos nos três centros TUMO, com experiências práticas e imersivas, reforçando competências digitais, criativas e sociais, e combatendo desigualdades estruturais.
Os quatro vencedores desta edição foram escolhidos de entre um grupo de 10 finalistas seleccionados por um júri composto por Eulália Ramos Alexandre (Direcção-Geral da Educação), Isabel Leite (EDULOG), Filipe Almeida (Portugal Inovação Social), Ricardo Marvão (Beta-i) e João Günther Amaral (Bright Pixel).