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Líderes, mas não no mundo digital
A presença e influência online dos executivos portugueses deve-se mais às menções de terceiros do que à participação activa nos seus próprios canais, revela estudo da Llorente & Cuenca, consultora em Gestão de Reputação.
Esta pesquisam que analisou a influência digital de mais de 1100 CEOs e executivos das principais empresas de Portugal, Espanha e América Latina, não aponta nenhum executivo português com um índice de presença e influência relevante, sendo que os websites corporativos das organizações e páginas pessoais do LinkedIn são os perfis mais utilizados por 55% destes profissionais.
«Numa altura em que a confiança, a reputação, a transparência e o lado social e humano das organizações é mais importante que nunca, parece haver uma oportunidade de comunicação que é ainda desperdiçada. Os líderes empresariais parecem ainda recear entrar no universo digital, seja por questões de privacidade, segurança ou até por receio de se exporem a um contexto onde a comunicação bidirecional é a norma», comenta Tiago Vidal, director-geral da Llorente & Cuenca em Portugal, a propósito deste estudo, “Identidade digital dos CEO’s: Portugal e a realidade Ibero-Americana”.
Esta realidade nacional contrasta com a analisada em Espanha, no México ou Equador, países que obtiveram as melhores classificações no ranking. Em Portugal, a Central de Cervejas, TAP, Axa, EDP e ANA são as empresas cujos líderes estão melhor posicionados no mundo digital.
Outros dados deste estudo:
- O índice de presença e influência dos primeiros de dez executivos portugueses está muito abaixo da média dos países analisados: 22 pontos, comparados com 71 em Espanha, 57 no México e 50 no Equador.
- Apenas 11% dos líderes analisados em Portugal não têm qualquer perfil online.
- 59% dos executivos podem ser encontrados no Google News, sendo que 39% destes estão associados a mais de 11 notícias.
- O YouTube e o Twitter são os canais onde há uma menor presença dos líderes: apenas 10% dos executivos surgem nos resultados de pesquisa da rede multimédia e apenas 2% possui conta oficial na plataforma de microblogging.