Maurício Marques, Natixis: «Escutar as pessoas, mais do que os trabalhadores»

Human Resources
28 de Março 2024 | 10:10

No Centro de Excelência da Natixis, localizado no Porto, os 2400 colaboradores são peça fundamental do negócio. Por isso, procura criar-se um «espaço onde todos os colaboradores podem ser livres para desenvolver o seu máximo potencial, sentindo-se ouvidos, envolvidos e valorizados».

 

Por Tânia Reis

 

Em Portugal, a Natixis desenvolve soluções para as áreas de Corporate & Investment Banking e Asset & Wealth Management do Groupe BPCE, através do seu Centro de Excelência, sediado no Porto. Distinguida, pelo segundo ano consecutivo, Top Employer Portugal 2024 pelo Top Employers Institute Portugal, a organização está bem ciente da importância de uma cultura organizacional diferenciadora.

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«O facto de cada pessoa necessitar de desempenhar diferentes papéis ao longo da sua participação na vida da organização torna essencial preparar as equipas para apoiar continuamente a mudança», destaca Maurício Marques, director de Recursos Humanos da Natixis em Portugal. Para tal, promovem a diversidade e a multiculturalidade, a criatividade e a conexão, «criando um espaço onde todos os colaboradores podem ser livres para desenvolver o seu máximo potencial, sentindo-se ouvidos, envolvidos e valorizados».

Em 2017, o projecto arrancou em Portugal com o «objectivo de recrutar 600 pessoas». Actualmente, a equipa conta com cerca de 2400 colaboradores, de 34 nacionalidades, 60% do género masculino e 40% do género feminino, com uma média de idades de 34 anos. Dividem-se por áreas como Tecnologia da Informação (65%), Actividades de Suporte à Banca (29%), Funções de Suporte (4%) e Compliance (2%) com backgrounds que vão de Engenharia e Tecnologia da Informação, Gestão, Economia, Contabilidade, Finanças, a Relações Internacionais e Direito.

 

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Primeiro pilar
Equilíbrio entre a vida pessoal e profissional
A estratégia de Gestão de Pessoas da Natixis assenta em três pilares. O primeiro foca o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, com um modelo de trabalho híbrido e flexível, que Maurício Marques acredita «ser o de maior valor para as pessoas e para a operação, estimulando a criatividade, a cocriação e o trabalho em equipa ». Esse modelo contempla «oito dias de trabalho presencial por mês – que cada equipa e cada colaborador pode gerir de acordo com as suas necessidades – sendo obrigatório, no mínimo, um dia por semana », explica o gestor.

Esse dia obrigatório, denominado Purple Day, «é definido pelo manager e inteiramente dedicado à equipa, garantindo que estão todos juntos», com actividades que privilegiam a proximidade e a colaboração, «conferindo um verdadeiro propósito às idas ao escritório». É ainda dada aos colaboradores a possibilidade de trabalhar remotamente duas semanas por ano, a partir de qualquer parte do mundo.

Também quanto ao horário de trabalho, a organização defende a flexibilidade para fazer face à realidade dos diferentes fusos horários da empresa global, «mas também às necessidades de pessoas que têm os seus próprios ritmos e compromissos», ressalva o responsável.

Uma forma de inspirar e potenciar o trabalho colaborativo e a criatividade materializa- se nas Villages, «um conceito totalmente inovador e disruptivo», que cria condições que privilegiam as reuniões de equipa, os brainstormings e a partilha de ideias. Actualmente, ocupam dois pisos, representando quatro continentes e 12 cidades – Manaus, Santiago, Dakar, Paris, Porto, Mascate, Cidade do México, Xangai, Tóquio, Londres, Bangalore e Brooklyn.

No fundo, cada uma das Villages proporciona uma experiência que apela aos cinco sentidos, «com recurso a sons e aromas característicos de cada região», permitindo aos colaboradores «viver uma experiência imersiva e sensorial, como, por exemplo, o aroma a café em Dakar, a bambu em Xangai ou a sândalo em Bangalore», exemplifica Maurício Marques. Os colaboradores têm também oportunidade de experienciar as diferentes culturas de cada um dos locais representados através da iniciativa Village of the Month.

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Segundo pilar
Remuneração justa e competitiva
O segundo pilar visa uma política de remuneração justa e competitiva que, com os benefícios disponibilizados, promove o bem-estar financeiro e pessoal dos colaboradores. «Apostamos em benefícios flexíveis em diversas áreas, que podem ser seleccionadas pelo próprio colaborador », revela o director de Pessoas, explicando que esse modelo de compensação permite «ter maior controlo sobre como recebe parte da sua remuneração total, em linha com as suas necessidades, prioridades e estilo de vida», em áreas como educação, formação, saúde e bem-estar, transportes e tecnologia.

Além do smartphone e computador, cada novo colaborador recebe ainda um voucher para a aquisição de equipamento tecnológico de suporte ao teletrabalho, e é disponibilizado alojamento no Porto para apoiar quem vem de outras localizações geográficas.

Depois, o Loyalty Program, por exemplo, celebra a antiguidade dos colaboradores da Natixis em Portugal e contempla dias adicionais de férias em função da longevidade na empresa – a cada dois anos –, um Wellbeing Voucher e um Career Award, atribuído aquando do quinto aniversário.

De igual modo, os colaboradores são convidados a explorar áreas de interesse não relacionadas com a sua actividade profissional, em «comunidades internas, formadas organicamente e que visam a criação de laços entre eles». Na Natixis, existem comunidades formais – dedicadas à Sustentabilidade e Responsabilidade Social, e à Tecnologia – e comunidades informais, ligadas ao desporto, lazer, arte e hobbies. O bem-estar e desenvolvimento fora do âmbito profissional também não é descurado, com a atribuição de dias adicionais de férias, a serem gozados de acordo com a preferência do colaborador, por exemplo, no seu aniversário, no primeiro dia de escola do filho ou para prolongar o período de férias.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Março (nº. 159) da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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