Mulheres vs. homens na liderança das organizações

1marketing-coaching-resultsUm estudo da Ketchum revela que a liderança feminina saiu confortavelmente a ganhar nas quatro características mais importantes de uma liderança eficaz.

As mulheres com cargos de liderança estão a ter melhores desempenhos do que os homens no que se refere aos principais atributos identificados como sendo os mais críticos para uma liderança eficaz, de acordo com a terceira edição anual do Ketchum Leadership Communication Monitor (KLCM), um estudo global que entrevistou 6509 pessoas em 13 países, nos cinco continentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Canadá, China, Itália, Singapura, Índia, Emirados Árabes, África do Sul e Brasil), com o objectivo de apurar os seus pontos de vista sobre a liderança e uma comunicação eficaz, bem como a ligação entre ambas.

Sinalizando o aparecimento de um novo modelo de comunicação de liderança no feminino, a pesquisa constatou que a liderança feminina saiu confortavelmente a ganhar nas quatro características mais importantes de uma liderança eficaz, incluindo: liderar pelo exemplo (57% destacou a liderança feminina face 43% que colocam os homens neste ranking); liderar comunicando de forma aberta e transparente (62% versus 38%); liderar admitindo erros (66% versus 34%); liderar destacando o melhor nos outros (61% face 39%). Líderes masculinos e femininos aproximam-se face ao quinto atributo: lidar com questões controversas ou crises com calma e confiança (48% contra 52%). No total, os líderes do sexo feminino venceram em cinco das sete principais características analisadas.

Paralelamente, a pesquisa também constatou que, globalmente, os líderes masculinos consideram que os seus homólogos do sexo feminino- 54% a 46%- irão liderar os desafios dos próximos cinco anos.

A crise de liderança global continua

O estudo KLCM destaca que a “crise” de liderança global continua a persistir e os consumidores continuam a ficar desiludidos com seus líderes. Quando analisados líderes empresariais, governamentais, de comunidade, comércio e de organizações sem fins lucrativos, apenas 22% dos entrevistados acreditam que os líderes estão a demonstrar uma liderança eficaz – valores 25% abaixo do ano passado – com apenas 13% a indicar que têm o líder certo em situações de crise. Além disso, menos de um terço (30%) acredita que a liderança é baseada em valores justos, e apenas 17% estão optimistas face a uma possível melhoria da liderança durante o próximo ano.

Os líderes de negócios são novamente o tipo de líder mais admirado, mas apenas 29% acredita que lideram bem, valor abaixo dos 34% face a 2012. Só 42% dos entrevistados acreditam que os líderes de negócios respondem às expetativas, 35% consideram-nos comunicadores eficazes e, apenas um terço (33%) acreditam que têm valores. No outro extremo do espectro, os líderes políticos continuam a vir em último lugar em todas as medidas. 70% acredita que os líderes políticos ficam aquém das expectativas e metade espera um pior cenário durante 2014, com 23% a considerarem que os políticos têm valores e apenas 9% defendendo que os políticos assumem a devida responsabilidade.

Uma comunicação de liderança influencia o negócio

À semelhança das duas edições anteriores do estudo KLCM, destaca-se mais uma vez que uma comunicação transparente e aberta é absolutamente crítica para uma liderança eficaz. É um atributo de elevada importância, com 74% dos inquiridos a posicioná-la como a caraterística mais importante para uma liderança de peso. No entanto, apenas 29% acreditam que os líderes comunicam de forma eficaz, com uma diferença de 45 pontos entre a expectativa e a entrega.

E esse diferencial tem enormes implicações comerciais. De facto, a grande maioria dos inquiridos deixa de comprar ou compra menos a uma empresa devido à má liderança. Por muito menos, começou a comprar ou a comprar mais como resultado da percepção de uma liderança positiva.

O crescimento de uma liderança “evangelista”

Um elemento-chave da crise de liderança revelado pelo estudo KLCM tem sido o aumento da “Liderança evangelista” – um subconjunto específico e vocal de consumidores que têm um impacto desproporcional sobre os resultados comerciais. Alimentados pelo advento das redes sociais, os evangelistas debatem regularmente liderança com amigos, familiares e outras pessoas via online e recomendam ou criticam empresas enfaticamente. Representam apenas 8% da população mundial e, no entanto, a sua influência é muito mais abrangente.

Este grupo é provável que seja muito mais favorável do ponto de vista de compra quando sensibilizado com a liderança e também de forma mais agressiva quando é impressionado negativamente.

Mais informações sobre o estudo aqui.

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