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Mulheres vs. homens na liderança das organizações
Um estudo da Ketchum revela que a liderança feminina saiu confortavelmente a ganhar nas quatro características mais importantes de uma liderança eficaz.
Sinalizando o aparecimento de um novo modelo de comunicação de liderança no feminino, a pesquisa constatou que a liderança feminina saiu confortavelmente a ganhar nas quatro características mais importantes de uma liderança eficaz, incluindo: liderar pelo exemplo (57% destacou a liderança feminina face 43% que colocam os homens neste ranking); liderar comunicando de forma aberta e transparente (62% versus 38%); liderar admitindo erros (66% versus 34%); liderar destacando o melhor nos outros (61% face 39%). Líderes masculinos e femininos aproximam-se face ao quinto atributo: lidar com questões controversas ou crises com calma e confiança (48% contra 52%). No total, os líderes do sexo feminino venceram em cinco das sete principais características analisadas.
Paralelamente, a pesquisa também constatou que, globalmente, os líderes masculinos consideram que os seus homólogos do sexo feminino- 54% a 46%- irão liderar os desafios dos próximos cinco anos.
A crise de liderança global continua
O estudo KLCM destaca que a “crise” de liderança global continua a persistir e os consumidores continuam a ficar desiludidos com seus líderes. Quando analisados líderes empresariais, governamentais, de comunidade, comércio e de organizações sem fins lucrativos, apenas 22% dos entrevistados acreditam que os líderes estão a demonstrar uma liderança eficaz – valores 25% abaixo do ano passado – com apenas 13% a indicar que têm o líder certo em situações de crise. Além disso, menos de um terço (30%) acredita que a liderança é baseada em valores justos, e apenas 17% estão optimistas face a uma possível melhoria da liderança durante o próximo ano.
Os líderes de negócios são novamente o tipo de líder mais admirado, mas apenas 29% acredita que lideram bem, valor abaixo dos 34% face a 2012. Só 42% dos entrevistados acreditam que os líderes de negócios respondem às expetativas, 35% consideram-nos comunicadores eficazes e, apenas um terço (33%) acreditam que têm valores. No outro extremo do espectro, os líderes políticos continuam a vir em último lugar em todas as medidas. 70% acredita que os líderes políticos ficam aquém das expectativas e metade espera um pior cenário durante 2014, com 23% a considerarem que os políticos têm valores e apenas 9% defendendo que os políticos assumem a devida responsabilidade.
Uma comunicação de liderança influencia o negócio
À semelhança das duas edições anteriores do estudo KLCM, destaca-se mais uma vez que uma comunicação transparente e aberta é absolutamente crítica para uma liderança eficaz. É um atributo de elevada importância, com 74% dos inquiridos a posicioná-la como a caraterística mais importante para uma liderança de peso. No entanto, apenas 29% acreditam que os líderes comunicam de forma eficaz, com uma diferença de 45 pontos entre a expectativa e a entrega.
E esse diferencial tem enormes implicações comerciais. De facto, a grande maioria dos inquiridos deixa de comprar ou compra menos a uma empresa devido à má liderança. Por muito menos, começou a comprar ou a comprar mais como resultado da percepção de uma liderança positiva.
O crescimento de uma liderança “evangelista”
Um elemento-chave da crise de liderança revelado pelo estudo KLCM tem sido o aumento da “Liderança evangelista” – um subconjunto específico e vocal de consumidores que têm um impacto desproporcional sobre os resultados comerciais. Alimentados pelo advento das redes sociais, os evangelistas debatem regularmente liderança com amigos, familiares e outras pessoas via online e recomendam ou criticam empresas enfaticamente. Representam apenas 8% da população mundial e, no entanto, a sua influência é muito mais abrangente.
Este grupo é provável que seja muito mais favorável do ponto de vista de compra quando sensibilizado com a liderança e também de forma mais agressiva quando é impressionado negativamente.
Mais informações sobre o estudo aqui.