Nos últimos seis meses, um em cada quatro portugueses pediu dinheiro emprestado para pagar contas

Human Resources com Lusa
17 de Novembro 2023 | 07:50
Nos últimos seis meses, um em cada quatro portugueses pediu dinheiro emprestado para pagar contas

Um estudo da Intrum conclui que 74% dos portugueses estão a cortar nos gastos, enquanto 30% estimam utilizar as poupanças para pagar contas do dia-a-dia dada a inflação e a subida dos juros.

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«Embora 74% procurem cortar nos gastos diários e 30% planeiem utilizar as suas poupanças para pagar despesas e contas do dia-a-dia, estas são apenas soluções temporárias. Eventualmente, quando o seu dinheiro acabar, os consumidores deixarão de pagar algumas contas», revelou, no entanto, o European Consumer Payment Report 2023 – Portugal da Intrum, a que a Lusa teve acesso.

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Cerca de 16% das pessoas afirmaram ter agora menos dinheiro para gastar, após pagarem as contas e os bens essenciais, do que no ano anterior.

O estudo concluiu que 22% dos consumidores não pagaram, pelo menos, uma factura dentro do prazo no ano passado. Verificou-se um número crescente de incumprimentos entre a geração X e os millenials. Aproximadamente três em 10 pessoas disse que sentiria menos culpa por ignorar o pagamento de uma conta agora, do que há alguns anos.

Já mais de 40% espera que as empresas não se preocupem em adoptar medidas contra os consumidores que têm pagamentos em atraso.

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«À medida que os rendimentos reais dos consumidores estagnam ou diminuem, uma grande parte dos consumidores terá de fazer escolhas difíceis sobre como irá enfrentar a situação nos próximos seis meses: 63% podem cancelar gastos em férias e 72% dizem que podem gastar menos no Natal», lê-se no documento. Nos últimos seis meses, um em cada quatro inquiridos pediu dinheiro emprestado para pagar contas e 12% podem necessitar de um crédito adicional para pagar as suas despesas diárias.

Menos de 40% dos portugueses têm uma poupança equivalente a um mês de rendimento ou abaixo disto, enquanto um em cada cinco não tem uma «almofada». O relatório mostrou também que 19% das pessoas não conseguem fazer poupanças para responder a despesas inesperadas, acima dos 18% verificados em 2022 e dos 16% do ano anterior.

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Mais de metade (54%) dos consumidores acredita que a sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses e a maioria espera que a inflação se mantenha nos próximos anos.

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Para a realização deste estudo foram inquiridas 20 mil pessoas em 20 países (cerca de 1000 em cada), sendo o grupo-alvo constituído pelas que têm idade igual ou superior a 18 anos. O trabalho de campo para o estudo foi realizado entre 19 de Julho e 1 de Setembro deste ano.

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