O poder da imagem (profissional, mas respeitando a identidade pessoal)

Parece que foi ontem, mas já passaram nove anos desde que saí da banca, sem dúvida uma experiência profissional bastante enriquecedora na área da Gestão de Marketing, que foi fundamental para o lançamento do meu negócio próprio em 2014, na área da Gestão de Imagem e continua a ser extremamente útil no meu dia a dia profissional.

Por Alexandra Lopes, Gestora de Imagem e Autora do livro “Ser + Parecer = Vencer ® – 21 dias para uma imagem com impacto”

 

Em tempos fiz uma reflexão minuciosa de toda a minha experiência profissional e ao facto de não conseguindo atingir os meus objectivos de ascensão de carreira através da nomeação para cargos de liderança e maior responsabilidade.

Assim como noutras áreas de negócio, a banca requer um dress code mais formal, mesmo para as áreas de back office. Como nunca me identifiquei com essa formalidade aplicada à imagem dos colaboradores, sempre me senti deslocada e desenquadrada.

Quando nos sentimos desenquadrados no ambiente em que nos inserimos, por vezes criamos barreiras de defesa, em que uma das atitudes possíveis é o ataque. A minha forma de defesa (ou ataque) foi assumir uma postura do “ser do contra”, adoptando uma imagem e atitude mais rebelde, informal e descontraída.

De nada nos serve termos as competências exigidas pela empresa na qual trabalhamos e apresentarmos excelentes resultados, consequência do nosso desempenho, se não soubermos transmitir uma imagem profissional e enquadrada com o ambiente organizacional da empresa.

Naturalmente que cada um de nós tem o seu estilo próprio, mas é fundamental adaptá-lo ao dress code da empresa e, acima de tudo, respeitar a nossa identidade. Se não nos sentirmos confortáveis com a imagem que projectamos, os outros irão perceber e poderá gerar-se uma situação de desconforto que deve ser evitada, pois poderá descredibilizar-nos e naturalmente que nos irá influenciar na nossa confiança e autoestima, que serão consequentemente afectadas.

O ideal será assumirmos uma imagem pessoal, única e em perfeita harmonia com a nossa personalidade e objectivos profissionais. Para tal, a imagem que projectamos deve comunicar quem nós somos e assim a nossa confiança e autoestima serão mais visíveis aos olhos dos outros, o que nos será bastante útil no caminho que percorremos para ser o profissional que aspiramos ser.

Ao sentirmo-nos confiantes com a imagem que projectamos e ao demonstrarmos coerência entre quem somos (o “ser”) e quem mostramos ser (o “parecer”), adquirimos credibilidade junto de todos os intervenientes no ambiente profissional no qual nos inserimos e iremos, com toda a certeza, “vencer”.

 

 

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