O que os especialistas dizem sobre o futuro do trabalho

“O futuro do trabalho: tudo o que (não) sabemos” foi o tema escolhido para a 29.ª edição da Conferência Human Resources, que teve lugar no passado dia 20 de Março, no Museu do Oriente, em Lisboa. Especialistas de vários sectores partilharam as suas (pre)visões para o que se avizinha, mas focando-se também nos desafios do presente, no que está a ser feito e no muito que há a fazer, para não perder de vista as oportunidades.

 

Nem a tempestade Martinho, que na madrugada anterior causou algum caos e estragos em Lisboa, demoveu quem, vários dias antes  do evento, tinha já esgotado a lotação do auditório do Museu do Oriente. Foram cerca
de 400 as pessoas que marcaram presença, tendo os números do live streaming sido igualmente impressionantes: mais de 60 mil visualizações (via site e LinkedIn). Na sua intervenção de abertura da XXIX Conferência Human Resources, sobre “O futuro do trabalho: tudo o que (não) sabemos”, Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, começou por destacar o que sabemos: «sabemos que vai ser muito diferente do que é actualmente». Nas empresas,a nível «das suas estruturas, organização, do modo como vão
funcionar e da sua cultura organizacional». E nas pessoas, o nível «das suas funções, competências necessárias, do modo como trabalham, como se relacionam umas com as outras».
Contudo, «não sabemos qual vai ser a dimensão da diferença nem a que velocidade é que vão ocorrer estas mudanças», salientou. «A inteligência artificial (IA), a tecnologia e a imensidão e a rapidez de processamento de dados vieram revolucionar o modo com as empresas trabalham, mas também as funções e as competências que os colaboradores deverão ter. Daí a importância da formação – a de base e a contínua –, do upskilling e do reskilling, mas nunca esquecendo a componente humana, vital para o sucesso das organizações» frisou o CEO.

Em jeito de conclusão, Ricardo Florêncio fez notar uma verdade que parece incontestável, qualquer que seja o futuro: «a diferença vai continuar a ser as pessoas». Consequentemente, «a importância do papel dos gestores
de Pessoas vai aumentar, e cada vez mais – e mais depressa – com uma profunda ligação aos negócios. Também o papel das lideranças, das de topo às intermédias, permanecerá fundamental no sucesso das empresas e organizações.» Reconheceu que o tema não é novo, mas continua entre os mais prementes. Tal como o da atracção e retenção de talento. «A regulação, a contratualização e a fiscalidade do trabalho têm de se adaptar a este novo mundo, acompanhar a evolução deste novo mercado de trabalho, e não ficarem agarradas a dogmas totalmente desactualizados e mesmo fora de contexto», defendeu, dando assim o mote para o diversificado rol de especialistas que ia subir a palco.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Abril (nº. 172) da Human Resources.

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