Oito factos (irrefutáveis) que vão definir o futuro do trabalho

A CBRE divulgou o relatório ‘Real Estate Strategy Reset’, com as principais tendências que vão definir e orientar o futuro do trabalho nos próximos anos. O estudo identifica oito factos, divididos entre quatro prioridades – Talento, Localização, Ocupação e Design e Experiência –, que vão guiar e influenciar estratégias, assim como um conjunto de considerações a ter em conta na avaliação de decisões de curto e longo prazo.

 

No campo do Talento, o relatório revela que empresas e líderes que actuem com confiança nas equipas e deleguem responsabilidade e autonomia estão mais próximos de ganhar vantagem competitiva na luta pelo talento.

À medida que as equipas regressem ao escritório, factores como a flexibilidade e a liberdade de escolha vai originar novos comportamentos, principalmente na forma como as pessoas se relacionam com o espaço e em que momento decidem fazê-lo (facto 1). Por outro lado, o espaço de trabalho terá que ser repensado à luz de um formato de trabalho híbrido e de equipas mais distribuídas (facto 2).

O domínio da Localização é fortemente marcado pelos novos padrões migratórios, pelas novas dinâmicas de transportes públicos, densidade populacional e infraestruturas de comunicação, que começam a influenciar a escolha da localização.

Para este pilar, a CBRE revela mais dois factos, as estratégias de descentralização dos escritórios estão a emergir como uma das ferramentas para apoiar os colaboradores actuais e atrair novos elementos para a equipa (facto 3); e a migração para locais mais baratos e com melhor qualidade vai continuar e Portugal encontra-se muito bem posicionado nesse campo (facto 4).

Na área da Ocupação, as empresas estão a focar-se em decisões rápidas que maximizem a flexibilidade num contexto de incerteza crescente. Assim, as empresas que tenham capacidade de planeamento irão manter-se à frente da sua concorrência no contexto imobiliário (facto 5), uma vez que as soluções de flexibilidade permitem uma adaptação mais fácil à utilização do espaço e os ocupantes veem-nas de uma forma cada vez mais positiva (facto 6).

Por fim, o pilar do Design e Experiência, caracterizado pelo novos standards de design e tecnologia focados no bem-estar, produtividade e comunicação, irá motivar as equipas nos panoramas físico e virtual da pegada imobiliária.

O novo espaço de trabalho será crucial para assegurar o bem-estar, a produtividade e o compromisso de colaboradores que irão estar cada vez mais dispersos (facto 7). No mesmo sentido, as tecnologias digitais vão permitir criar edifícios mais inteligentes e eficientes, que melhorem a experiência do colaborador, incluindo a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis (facto 8).

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