Os desafios e os comportamentos da rentrée

Human Resources
8 de Setembro 2022 | 11:00
Os desafios e os comportamentos da rentrée

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium, Vice-Presidente da APECOM e Professor convidado do ISCSP-ULisboa

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Em Julho passado, escrevi sobre a importância do tempo de descanso para restabelecer as energias e recuperar do stress do trabalho.
Estar de férias é não deixar que a nossa vida seja condicionada pelo ritmo acelerado do trabalho. Estarmos de férias é também prepararmo-nos para o regresso, com mais força, com mais vontade e certamente, com mais energia.
Agora que a grande maioria terminou as suas férias, aqui estamos de novo preparados para a rentrée.
Para muitos, os próximos 4 meses são vistos como a derradeira oportunidade para encontrar as respostas para todos os problemas não resolvidos nos últimos 8 meses.
Para outros é tempo de ajustamentos e correções ao plano, ou outro tipo de melhorias com vista ao cumprimento dos objetivos delineados.
É também tempo de reflexão. O que foi feito, o que entregámos ou nem por isso, o que gostámos de fazer, o que correu bem e o que correu mal, o que ainda nos falta fazer e o tempo para o fazer,  mas, sobretudo, é na rentrée que todos começamos a pensar no ano seguinte.
São os planos estratégicos, os planos operacionais e os orçamentos que nos vão ocupar nos próximos meses, em resposta ao posicionamento da empresa e aos objetivos do negócio, marcados este ano pela invasão da Ucrânia e pelo impacto na economia global, com especial incidência no mundo ocidental.
E como vamos gerir estes 4 meses?
O desafio passa por identificar quais os comportamentos e os hábitos que podem ser mudados para que os resultados possam ser ainda mais positivos.

Ambiente colaborativo

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Criemos no nosso “escritório” uma networking interna, que vá para além da equipa de trabalho, da sua localização, ou layer que ocupa na organização.
A construção de redes internas promove o ambiente de trabalho colaborativo e pode-nos ajudar a ver os desafios com outros olhos, e a ter pensamentos criativos. Mas não só.
Dentro das principais vantagens de um ambiente colaborativo, está a diminuição do turnover da empresa, a retenção de talentos, além do aumento da produtividade, não esquecendo que o segredo de uma equipa engaged com os resultados é a confiança.

Tempo para escutar

Saber escutar é também saber comunicar.
Sabemos que, por vezes, nos esquecemos de dar tempo ao outro. Dar tempo para que partilhe as suas expetativas, os seus receios e os seus medos.
Provavelmente até não está inscrito nos nossos manuais de boas práticas e comportamentos. Possivelmente até é dos que tira notas quando está numa reunião com clientes ou com a equipa. Mas será que nos lembramos de as consultar quando temos de tomar decisões? Ou quando temos de fazer a diferença?
Julgar que se pode gerir todos da mesma forma, e pensar que cada um gosta de ser gerido da forma como sou gerido não é absolutamente a fórmula eficaz.

Happiness & Having Fun

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Acordar bem disposto e com vontade de ir trabalhar é algo que alguns invejam.
Mas este comportamento só se consolida quando gostamos, quando nos divertimos e somos felizes com aquilo que fazemos.
Divertir! É isso mesmo. “Do your best by also having fun”, escrevi no passado.
Ser feliz no trabalho é fazer algo que se gosta, é ter a motivação para realizar as tarefas e cumprir com os objetivos.
É uma reflexão sobre o que cada um faz, sobre as suas capacidades e expetativas, sobre o desenvolvimento pessoal, e o caminho a seguir para atingir os objetivos.
O ambiente de trabalho, o sentimento de pertença, a confiança e a identificação com o propósito da empresa, as relações interpessoais, a comunicação positiva, são igualmente fatores fundamentais para promover a felicidade das equipas.
E venham os próximos 4 meses, sem receios e com vontade de mudar comportamentos.

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