Presidente do Parlamento Europeu elogia proposta de salário mínimo em toda a União Europeia

Human Resources com Lusa
16 de Setembro 2020 | 18:05
Presidente do Parlamento Europeu elogia proposta de salário mínimo em toda a União Europeia

O presidente do Parlamento Europeu destacou hoje a «proposta muito importante» de um salário mínimo em toda a União Europeia, avançada pela presidente da Comissão Europeia no seu discurso do Estado da União, proferido no hemiciclo de Bruxelas.

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Elogiando o tom do discurso de Ursula von der Leyen, no sentido de colocar já em marcha uma agenda ambiciosa e justa para a Europa «não parar» apesar da COVID-19, David Sassoli, numa reacção à intervenção da presidente do executivo comunitário, realçou a ideia da criação de um quadro que garanta que haja um salário mínimo em todos os Estados-membros da UE.

«É uma proposta muito importante a que foi feita de um salário mínimo, a ser introduzido através de negociação ou por lei, o que garantirá melhores padrões de vida e empregos mais fortes e mais robustos», declarou o presidente do Parlamento.

Segundo o dirigente italiano, que pertence à família socialista europeia, é altura de pôr fim ao trabalho precário, «especialmente para os jovens», que necessitam de «melhores condições de trabalho».

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No seu primeiro discurso do Estado da União, Von der Leyen indicou que «a Comissão vai apresentar uma proposta legal para apoiar os Estados-membros a estabelecer um quadro para salários mínimos».

«Todos devem ter acesso a salários mínimos, quer através de acordos colectivos, quer através de rendimentos mínimos estabelecidos» por lei, defendeu a antiga ministra do Trabalho alemã.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, apontou a ideia de um salário mínimo na UE como uma das questões fundamentais da agenda social que Portugal definiu como prioritária para o exercício da sua presidência do Conselho Europeu, entre Janeiro e Junho de 2021, e em torno da qual espera alcançar um consenso, que admitiu não ser «fácil».

«A ideia de haver um salário mínimo efectivo justo para cada país, dependendo obviamente das circunstâncias económicas e financeiras de cada um e do seu sistema laboral, seria muito, muito importante», disse a secretária de Estado portuguesa.

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«Temos de ver, não é fácil, mas esperamos conseguir um consenso em torno destas ideias que serão fundamentais para o futuro», afirmou a secretária de Estado, que falava à imprensa à margem de um debate sobre o Estado da União, organizado pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal e pela agência Lusa em Lisboa.

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