
Que sectores na Europa têm os trabalhadores mais (e menos) satisfeitos com o seu salário?
Um estudo realizado pela SD Worx, empresa pan-europeia de Recursos Humanaos, sobre 16.000 trabalhadores de 16 países europeus e 15 sectores de actividade, revela onde os trabalhadores estão mais satisfeitos.
Segundo a Euronews, os trabalhadores neerlandeses dos serviços administrativos e de apoio são os que menos se queixam do seu salário, com apenas 14,5%, seguidos dos trabalhadores dos serviços públicos neerlandeses (como engenheiros, electricistas, canalizadores, operadores de gestão de resíduos), com 17%, e dos funcionários públicos neerlandeses, com 23%.
No lado oposto, os trabalhadores do sector da saúde na Eslovénia são os mais frustrados (74,7%), seguidos dos trabalhadores do sector da hotelaria e da restauração na Alemanha (73,0%) e dos profissionais da educação na Suécia (72,7%).

No geral, 49% dos trabalhadores europeus dizem que são mal pagos. No entanto, do lado dos empregadores, 64% insistem que oferecem salários justos.
Os trabalhadores dos Balcãs são os mais insatisfeitos da Europa no que diz respeito ao salário, já que a maioria dos eslovenos (60%), sérvios (59%) e croatas (58%) afirma não ganhar o que merece. No extremo oposto, os trabalhadores da Bélgica e dos Países Baixos são os mais satisfeitos, com mais de 60% a afirmar que ganham o suficiente. Os romenos vêm em terceiro lugar (58%), seguidos dos britânicos, 57% dos quais dizem que ganham o suficiente.
No entanto, os empregadores britânicos — e irlandeses — consideram-se muito mais generosos do que os seus empregados pensam, com uma diferença de mais de 20 pontos percentuais em ambos os países entre o que os empregadores e os empregados consideram “salário justo” — a maior diferença em toda a investigação.

Por sector, os mais insatisfeitos da Europa encontram-se na saúde (56,5%), educação (54%) e indústria transformadora (51%). As taxas de insatisfação mais baixas registam-se nos sectores financeiro, da construção e dos serviços administrativos, todos com pouco menos de 45%.

De um modo geral, as mulheres têm mais probabilidades do que os homens, de afirmar que são mal pagas (51,5% contra 47%).
A Finlândia apresenta a maior diferença na satisfação salarial entre homens e mulheres — 14 pontos —, seguida pela Noruega (12,4), Croácia (11) e França (8,8). Em todos os países inquiridos, as mulheres manifestam maiores preocupações salariais do que os homens, excepto em Espanha, na Alemanha e no Reino Unido.