Sabe qual é a função mais bem paga no sector de IT? Pode chegar aos 10 mil euros por mês

O mercado de IT em Portugal mantém uma tendência de crescimento consistente, embora persista um desequilíbrio entre a procura e a oferta de profissionais qualificados. A conclusão é da Michael Page que analisou a evolução das tendências do recrutamento para o próximo ano no mercado português.

As organizações procuram cada vez mais candidatos com competências tecnológicas especializadas, mas também com conhecimento aprofundado das áreas de negócio associadas, permitindo alinhar a tecnologia com os objectivos estratégicos das empresas.

No que respeita a perfis com menor experiência, continua a ser valorizado um background académico sólido, garantindo a base necessária para evoluir num sector em rápida transformação.

Neste sector observa-se algum descontentamento relativamente aos salários; cerca de 50% dos profissionais sentem que não são pagos de forma justa pela função que desempenham.

Como referência, um Chief Tecnology Officer (CTO) pode auferir anualmente até 140 mil euros, um Chief Information Officer (CIO) entre 80 mil euros a 120 mil euros e um IT manager até 100 mil euros.

A digitalização contínua intensifica a procura por profissionais nas áreas de Cyber Segurança, IoT, Cloud, CRM, ERP, Machine Learning, AI e Big Data, reforçando a importância de perfis capazes de responder a desafios tecnológicos complexos.

O mercado tornou-se mais exigente na combinação de hard skills e soft skills, valorizando competências como liderança, empatia, comunicação eficaz e capacidade de resolução de problemas. Os candidatos procuram continuamente consolidar os seus conhecimentos e atingir diferentes patamares de progressão, seja na vertente tecnológica, seja em funções de gestão.

O salário mantém-se como factor determinante na escolha de projectos, a par com o work life balance, cada vez mais valorizado, mas outros elementos influenciam a decisão, incluindo flexibilidade de trabalho remoto, ambiente tecnológico, natureza dos projectos e responsabilidades da função. Os benefícios complementares, como flex plans, pocket money, home office, formação contínua, certificações técnicas, planos de carreira bem definidos e stock options, têm vindo a ganhar relevância crescente.

Num mercado competitivo e em rápida evolução, as organizações que combinam estratégias de atracção e retenção focadas em desenvolvimento de carreira, flexibilidade e benefícios diferenciadores destacam-se na captação de talento, consolidando a sua posição num sector crítico para a transformação digital e crescimento estratégico das empresas.

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