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Sector financeiro demonstra cultura de risco mais prudente
No ano passado, as instituições financeiras a nível mundial continuaram a aumentar a remuneração fixa, a diminuir o bónus e a aumentar o ênfase no desempenho não financeiro como reacção às mais recentes orientações dos reguladores, revela novo estudo da Mercer.
Estes dados surgem na 11.ª edição do “Mercer’s Global Financial Services Executive Compensation Snapshot Survey”, estudo que analisa as práticas de remuneração de 71 empresas de serviços financeiros globais – bancos, seguradoras e outros – sediadas em 20 países na Europa, América do Norte, Ásia e América do Sul.
O relatório conclui que 61% das organizações aumentaram a remuneração fixa dos colaboradores em mais de 5%, enquanto 58% reduziram a remuneração variável em mais de 5%. Assim, o estudo aponta para que os níveis de remuneração total permaneçam relativamente inalterados na maior parte dos casos no ano corrente – entre mais ou menos 5% – tendo em conta que a maioria das organizações não planeia introduzir outras alterações na sua estrutura de remuneração.
De acordo com Diogo Alarcão, partner da Mercer, «de um modo geral, os níveis de remuneração total mantêm-se praticamente inalterados por comparação com os níveis verificados antes das últimas alterações regulatórias, nomeadamente as que dizem respeito aos limites do bónus (bonus caps). Contudo, os bancos, particularmente na Europa, têm aumentado significativamente os níveis de remuneração fixa, aumentando o grau de certeza da remuneração atribuída às funções de risco chave (key risk takers).»