Susana Silva, El Corte Inglés Portugal: Os ganhos (evidentes) da promoção da intergeracionalidade

Human Resources
3 de Abril 2024 | 14:00

Ao abraçarem a intergeracionalidade, as organizações estarão preparadas para enfrentarem os desafios e aproveitarem as oportunidades, num contexto demográfico em constante evolução.

 

Por Susana Silva, directora de Pessoas do El Corte Inglés Portugal

 

As organizações estão a ser confrontadas com mudanças profundas na gestão da força de trabalho. O aumento da longevidade, decorrente da diminuição da taxa de mortalidade e do aumento da esperança média de vida, potencia a que cada vez mais tenhamos três a quatro gerações a trabalharem juntas. Cabe a cada organização explorar e aproveitar ao máximo o potencial de uma força de trabalho diversificada em idade, contornar os desafios inerentes e extrair a riqueza que daqui advém.

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Relatórios como o “Retaining Talent at All Ages”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), destacam os benefícios de uma força de trabalho multigeracional, entre os quais o aumento da produtividade, uma maior retenção de talento e uma significativa melhoria da estabilidade organizacional.

Para as organizações, existe agora o desafio de desenharem políticas de diversidade onde reconheçam e respeitem as diferenças, e que valorizem o que cada um pode aportar, pois estas diferenças potenciam a inovação, a resolução de problemas, a criatividade e o envolvimento de todos os colaboradores.

É verdade que existem muitos desafios, tais como alinhar e compreender as expectativas e ambições de cada geração, neste caso de cada pessoa (pois podem ser diferentes), o que obriga a uma grande criatividade nas políticas de benefícios internos, bem como no desenho dos planos de carreira (nada que os Recursos Humanos não sejam capazes de adaptar).

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Mas os ganhos são muito maiores, pois a intergeracionalidade proporciona uma vasta diversidade de habilidades, conhecimentos e experiências. Cada geração traz formas de trabalho diferentes, assim como soluções inovadoras. Esta convivência permite uma partilha e uma transferência de conhecimento. Todos aportam, mas de forma diferente. Os mais experientes partilham cultura, valores, história da empresa, competências adquiridas, resiliência e maturidade na resolução de problemas. Enquanto as gerações mais jovens, como a geração Z e os millennials, trazem competências tecnológicas avançadas e uma perspectiva fresca para os negócios, bem como uma visão diferente do que deve ser considerado o trabalho (a famosa conciliação que as novas gerações trouxeram e impõem como necessária para o seu bem-estar).

Ao promover a intergeracionalidade, a organização demonstra um compromisso com a diversidade e inclusão. Isso influencia positivamente a imagem corporativa e a reputação da organização entre clientes, colaboradores e futuros potenciais colaboradores.

Estas práticas permitem atrair profissionais talentosos, de todas as idades, que se sentem valorizados e reconhecidos pelas suas contribuições.

Outro factor importante é que o equilíbrio entre equipas mistas e com visões diferentes têm maior probabilidade de fidelizar talentos, devido ao ambiente de aprendizagem constante e de troca de conhecimento.

Em resumo, a intergeracionalidade prepara melhor as organizações para enfrentarem os desafios e aproveitarem as oportunidades.

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Este artigo foi publicado na edição de Março (nº. 159) da Human Resources.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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