Usa o WhatsApp como ferramenta corporativa? Muito bem, mas faça-o com cautela

É inquestionável que o WhatsApp facilita a comunicação e que também pode beneficiar a realização de tarefas no ambiente laboral. Mas as regras sobre a sua utilização dentro da empresa ou em horário de expediente devem estar bem claras para que não haja prejuízos na relação entre colaboradores e gestores, enfatiza o site bematize.com.

A empresa deve comunicar de maneira objectiva quais as regras de utilização profissional da aplicação, deixando clara a proibição e explicar os motivos.

Nas situações em que o uso da app é permitido como ferramenta para o trabalho, em geral para quem realiza actividades externas ou usa o WhatsApp para contacto com clientes, o colaborador deve saber como proceder a fim de preservar o sigilo das informações da empresa. O ideal é que, se houver necessidade de utilizar a app para o trabalho, a ferramenta seja fornecida ao profissional pela empresa.

Noutros casos, quando o uso da app e outros meios eletrónicos durante o horário de trabalho é proibido, sobretudo para evitar o acesso às redes sociais, é bom que a limitação seja expressa nos regulamentos internos da empresa, avisando quais as consequências. Advertências, suspensões e mesmo a dispensa por justa causa podem ser repercussões da desobediência às restrições.

Para empregadores e colaboradores, deve ficar claro que o uso indevido da apps e de redes sociais pode ter repercussões negativas para ambas as partes.

Para a empresa, o cuidado com o teor das mensagens trocadas entre colaboradores e os seus superiores hierárquicos é essencial, já que pode ser um meio de prova de assédio, com possibilidade de reclamação por danos morais. As solicitações, por meio de apps, para a realização de trabalhos feitos fora do horário de expediente também podem caracterizar horas extras.

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