Tendências para a Gestão de Pessoas em 2026: Egor destaca a tecnologia avançada e a humanização do trabalho

Alexandre Antunes, CEO do Grupo Egor, identificou três tendências que vão marcar o mundo do trabalho e da Gestão de Pessoas em 2026.

 

A transformação económica e tecnológica mantém-se acelerada e continuará a desafiar as organizações em 2026. Num cenário de concorrência intensa, escassez de talento e digitalização generalizada, a vantagem estará em combinar agilidade, resultados e uma liderança verdadeiramente humana. Três tendências destacam-se não como hipóteses, mas como forças que já estão a redefinir o trabalho e a forma de liderar.

 

A Inteligência Artificial consolida-se como co-piloto do trabalho

Se 2024 e 2025 foram anos de teste e aprendizagem, 2026 será o ano da maturidade. A IA deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a actuar como co-piloto operacional: apoia decisões, personaliza experiências e automatiza tarefas complexas de forma integrada com as equipas.

Na Gestão de Pessoas, isto cria duas prioridades claras. A primeira é requalificar profissionais para trabalharem lado a lado com sistemas inteligentes — não só tecnicamente, mas sobretudo em pensamento crítico, interpretação e julgamento. Mapeamento de skills, upskilling e reskilling deixam de ser iniciativas pontuais e tornam-se pilares permanentes da estratégia de RH. A segunda prioridade é perceber que o diferencial não é ter tecnologia; é usá-la com ética, transparência e centrada nas pessoas. A vantagem competitiva estará nas funções híbridas: domínio tecnológico com criatividade, visão e capacidade de liderança.

 

O trabalho híbrido evolui para flexibilidade orientada a valor

Depois de anos a discutir “remoto vs presencial”, o mercado converge para flexibilidade com regras claras, métricas objectivas e tecnologia colaborativa mais avançada. O futuro não é um modelo único; é um modelo inteligente, ajustado ao tipo de trabalho, aos objectivos e às equipas.

O foco desloca-se de “onde se trabalha” para “como se cria valor”. Equipas distribuídas exigem líderes que alinhem prioridades, mantenham proximidade humana e assegurem responsabilização. Do lado dos colaboradores, cresce a procura por autonomia, equilíbrio e um contexto que proteja o bem-estar sem comprometer desempenho. O papel da Gestão de Pessoas será desenhar experiências consistentes, produtivas e motivadoras, independentemente do local.

 

Talento sustentável e liderança humana tornam-se decisivos

Em 2026, o grande diferenciador será a qualidade da cultura e do bem-estar integral. Bem-estar emocional, suporte e segurança psicológica nas equipas e escuta contínua do colaborador tornam-se determinantes para reduzir desengagement e sustentar produtividade.

A retenção continuará a ser um dos maiores desafios. As novas gerações não ficam por inércia: escolhem organizações com propósito real, desenvolvimento contínuo e práticas responsáveis. A resposta passa por modelos de talento sustentável — carreiras mais fluidas, aprendizagem permanente e bem-estar integrado na estratégia. Em paralelo, sobe a exigência sobre quem lidera. A tecnologia acelera processos, mas não cria compromisso; esse nasce de líderes autênticos, empáticos, com visão e integridade, capazes de inspirar, comunicar com clareza e cuidar sem perder exigência.

 

Em síntese, 2026 será um ano de convergência entre tecnologia avançada e humanização do trabalho. Ganham as organizações que unem IA com ética, flexibilidade com desempenho e liderança com humanidade. Quem fizer este equilíbrio de forma consistente atrai melhor talento, gera mais valor e sustenta crescimento num mercado em mudança permanente.

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