Profissionais de saúde alemães vão para uma unidade pronta a funcionar mas que não tinha recursos humanos para poder abrir

Margarida Lopes
3 de Fevereiro 2021 | 15:49

A ministra da Saúde disse que os 26 profissionais de saúde alemães e as camas que chegaram, esta quarta-feira, serão encaminhados para o Hospital da Luz, dado ter uma unidade já pronta a funcionar mas que não tinha ainda aberto por não ter recursos humanos, revela o Jornal Económico.

 

Marta Temido considera que esta decisão «permite-nos garantir funcionamento autónomo de mais uma unidade, que existia e que não era possível abrir por falta recursos humanos», explicou Marta Temido. A escolha recaiu nesta unidade então porque estava «perfeitamente equipada, no centro de Lisboa, em condições de funcionar», disse no aeroporto Figo Maduro, em Lisboa.

A ministra afirmou que embora já se assista a alguma «desaceleração no número de novos casos», isso não significa que a pressão hospitalar será aliviada. Marta Temido considera que esta «desaceleração significa apenas uma pressão em termos de cuidados hospitalares e procura para doentes críticos» e que por isso Portugal deve estar preparado.

De acordo com a publicação a governante informou ainda que, o país aumentou significativamente a sua capacidade de resposta nesta área e que, até ao momento, existem 1200 camas «que o país dispõe ao cuidado de doentes críticos e de entre essas, quase 900 mobilizadas para a resposta à COVID-19» mas que estão a ser preparadas «mais conversões a serem realizadas e mais camas a serem abertas» para que o hospital consiga garantir «o funcionamento autónomo de mais uma unidade que não era possível abrir por falta de recursos humanos».

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Marta Temido agradeceu ainda a ajuda alemã: «Foi com grande apreço que registámos ofertas de disponibilidade de vários sistemas de saúde, entre elas a dos nossos anteriores colegas na presidência da União Europeia».

Em comunicado, o Hospital da Luz afirma que «disponibilizou-se para receber a equipa de 26 militares alemães, a maioria profissionais de saúde com especialidade em cuidados intensivos, que vêm apoiar Portugal e o SNS na fase mais aguda da pandemia».

Nesse sentido, e correspondendo ao apelo do Ministério da Saúde, «foi possível realocar doentes, recursos e adaptar espaços, em tempo record, por forma a disponibilizar um núcleo de mais oito camas de cuidados intensivos que permitisse à equipa alemã trabalhar num espaço único». A ministra da Saúde garante que todos os hospitais poderão utilizar estas camas, no âmbito da colaboração com o Governo alemão.

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O Jornal Económico revela que o processo de auxílio alemão a Portugal arrancou a 25 de Janeiro, na sequência de um pedido de ajuda da ministra da Saúde à ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, e foi agora concretizado com uma equipa constituída por 26 profissionais de saúde, entre os quais oito médicos, sendo igualmente transportados 40 ventiladores móveis e dez estacionários, 150 bombas de infusão e outras tantas camas hospitalares.

De acordo com um comunicado conjunto dos Ministérios da Saúde e da Defesa de Portugal, os profissionais de saúde alemães permanecerão no país «durante um período de três semanas, estando prevista a sua substituição a cada 21 dias, até ao final de Março, caso seja necessário».

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