Sofagate – regra ou excepção

Human Resources
28 de Maio 2021 | 11:00
Sofagate – regra ou excepção

Por Ana Torres, MS Europe Cluster Lead, Pfizer RD, e presidente da PWN Lisbon

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No passado mês de Abril houve uma indignação geral pela forma como a diplomacia falhou na Turquia, ao receber os líderes da União Europeia, Ursula Von der Leyen e Charles Michel.

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Poderia, mas não vou, tornar este artigo numa desculpa para um incidente político, mas sim olhar para este episodio em particular e extrapolar para o dia a dia das Mulheres, em concreto no ambiente profissional.

Surge recorrentemente a seguinte questão em vários fóruns que pretende compreender as razoes que levam à falta de diversidade, ainda hoje, na nossa sociedade: o que podemos fazer mais para acelerar a progressão das mulheres a lugares de liderança?

As respostas são variadas, pois ainda há muito a fazer em muitas áreas, começando na sociedade e nas atitudes do dia a dia que condicionam de forma muito discreta, mas recorrente, a ambição e a motivação para continuar uma caminhada longa, mas firme.

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A frequência é o que mais altera comportamentos e mentalidades, e esta repetição do que presenciamos, altera ou reforça a vivência atual.

Volto assim ao tema do Sofagate, pelo mediatismo que teve, e pelos atores, como se de uma lupa se tratasse do que acontece todos os dias, todos os dias e varias vezes ao dia, a todas as Mulheres.

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São pequenos nadas, a que assistimos e que aceitamos, sem darmos conta que o estamos a fazer, tal a forma recorrente com que acontecem, e presenciamos desde sempre, e assim se tornam a nossa forma de vida em sociedade.

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Estas atitudes na sua maioria são tomadas de forma inconsciente, sem intuito de minimizar ou afetar os outros, no entanto como estão tão impregnados na nossa vida, acontecem, e excluem aos poucos quem não se sente integrado.

Em resposta à questão que os interessados na mudança de atitude, fazem, sobre o que podem fazer para melhorar a diversidade, é essencial colocarem-se nos sapatos dos outros, e replicarem este exercício com todos os que nos rodeiam, como se de um narrador se tratasse, sem filtros e julgamentos, apenas relatando e comentando os acontecimentos, e assim identificando vivências discrepantes.

Tornemo-nos assim, curiosos sobre esta temática e façamos perguntas recorrentemente. Quando estou em grupo, tenho o cuidado de envolver todos na conversa informal?  Vejo o mundo pelos olhos da minha vivência?  Uma fragilidade para mim equivale ao mesmo para outros? Os talentos que identifico são apenas os que fazem parte do meu núcleo restrito?

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Estas perguntas e muitas outras podem levar-nos a caminhos diferentes e assim poderemos construir uma sociedade mais equilibrada e diversa, onde todos se sintam integrados, produtivos e felizes.

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