Um estudo recente do Chartered Management Institute (CMI) descobriu que cerca de metade dos gestores esperava que a equipa ficasse no escritório de dois a três dias por semana, enquanto 48% dos gestores temiam que os membros da equipa pedissem demissão se não pudessem mais trabalhar remotamente.
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À medida que os colaboradores enfrentam a perspectiva destas nova forma de trabalho, quais são as melhores maneiras para as empresas e seus colaboradores garantirem que possam entrar com confiança neste admirável mundo novo?
Os especialistas concordam que não existe um modelo único para o trabalho híbrido.
Ann Francke, executiva-chefe do CMI, acredita que os modelos de maior sucesso serão os mais flexíveis. «Comando e controlo não é a forma como trabalhamos agora. O trabalho deve ser focado na produção – sobre o que faz, não onde faz», refere.
Os colaboradores que podem escolher os dias em que trabalham no escritório devem considerar os seus compromissos domésticos, diz Heejung Chung, especialista em trabalho flexível e sociologia na Universidade de Kent. «Ajustar a sua programação ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal aumentará os resultados de desempenho», refere.
As empresas podem querer considerar a criação de actividades sociais para envolver os colaboradores, diz Louise Ware, COO da Fyxer, uma empresa totalmente remota que recentemente pediu a todos os colaboradores que compartilhassem suas melhores fotos do verão e votassem em seu favorito. «Tivemos um envolvimento enorme».
Já Jo Burkill, especialista em trabalho flexível da Timewise, diz que as empresas devem estar conscientes do risco de criar um sistema híbrido de “duas camadas” se os dias não forem fixados.
Amy Butterworth, consultora da Timewise, acrescenta que as empresas devem garantir que as pessoas que estão presentes nas reuniões para as quais são convidadas, devem estar visíveis e ter tempo tempo para falar.
«Se quer ficar mais tempo em casa, mas não quer que sua carreira estagne, existem maneiras simples de ficar na linha de visão, como ligar sua câmara e aumentar as comunicações escritas a descrever o que está a fazer e onde, além de sinalizar suas conquistas», refere ainda Ann Francke, the chief executive of the CMI.
A publicação refere ainda que um estudo recente do CMI descobriu que dois terços dos trabalhadores tinham alguma ansiedade em voltar ao escritório. «Reconhecer que as pessoas têm diferentes níveis de prontidão e dar-lhes espaço para conversar é muito importante», acrescenta Ann Francke.
Cary Cooper, presidente do the Chartered Institute of Personnel and Development defende que dar maior flexibilidade à força de trabalho vai melhorar a saúde mental e a produtividade.
De acordo com o Health and Safety Executive, stress, depressão e ansiedade foram responsáveis por 51% de todas as doenças relacionadas com o trabalho. «A evidência, globalmente, é clara, se os empregadores e colaboradores concordarem com o trabalho flexível, haverá maior satisfação no trabalho, menos dias de ausência por doença e maior produtividade», refere Cary Cooper.
No mundo híbrido, o activo mais importante do trabalhador é um bom administrador, acrescenta. «Se tiver um CEO com empatia e competências interpessoais sociais, vai funcionar».