Nos últimos dois anos, muitos empregadores atribuíram novos benefícios aos colaboradores. Subsídios de despesas de teletrabalho, dias extra de férias ou dias de saúde mental pagos foram alguns deles. Mas, à medida que o medo de uma desaceleração económica provoca congelamentos de contratações e cortes de pessoal alguns especialistas questionam se todos estes novos benefícios estão em risco, avança a Forbes.
Como Jenny Dearborn, uma executiva veterana de recursos humanos no setor de tecnologia, aponta, muitos empregadores sentiram a pressão de adicionar dias extras de férias, depois de outras empresas fazerem o mesmo e tiveram o cuidado de posicionar tais vantagens como uma resposta à pandemia COVID-19. «Ninguém disse que ia durar para sempre», refere.
Alguns empregadores, particularmente no sector de tecnologia, reconhecem que as condições mudaram, Mark Zuckerberg CEO do Facebook, falou aos colaboradores sobre a desaceleração nas contratações e o que poderia ser uma das «piores desacelerações que vimos na história recente».
Um trabalhador presente na reunião perguntou se o CEO planeava continuar a dar aos trabalhadores dias extra, além das folgas pagas tradicionais que a empresa adicionou. Em resposta à pergunta, o colaborador disse que Zuckerberg «parou e reflectiu» em voz alta sobre como responder à pergunta adequadamente e não deu nenhuma reposta concreta.
Kaleana Quibell, vice-presidente de bem-estar e parcerias do grupo de consultoria Sequoia, diz que muitos dos seus clientes estão a projectar seus planos de benefícios para 2023 agora. E revela que a maioria está muito hesitante em tirar os benefícios que existem, mas aqueles que o fazem provavelmente terão o cuidado de lembrar as pessoas de outras vantagens.














