Gostava (finalmente) de deixar de usar dinheiro? Pode estar para breve, de forma mais fácil e segura

Margarida Lopes
19 de Janeiro 2025 | 16:00

Os pagamentos digitais estão em franca expansão a nível mundial, com uma crescente adopção de diversas formas de pagamento digital, seja através de sites, aplicações ou outras plataformas. Olhando para 2025, o futuro dos pagamentos apresenta-se cada vez mais digital, flexível e orientado para as escolhas dos consumidores. A pensar nisto, a Visa em Portugal apresentou as principais tendências que vão definir os pagamentos este ano.

 

Identificou seis:

1. Inteligência Artificial na prevenção de fraude
A Inteligência Artificial (IA) vai ter um papel fundamental na personalização das experiências de pagamento e na detecção de fraudes. A analise de padrões de transações em tempo real e a identificação de riscos antes que se tornem problemas vai ser uma realidade, apoiada por algoritmos de deep learning cada vez mais sofisticados.

 

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2. Identidade digital para uma maior (segurança) simplificação da autenticação
Os tradicionais métodos de autenticação, como passwords e PIN, estão a dar lugar a soluções mais seguras e convenientes, como a biometria. A autenticação através de impressões digitais, reconhecimento facial e outras características biométricas promovem maior eficiência e protecção nos pagamentos.

 

3. Pagamentos em tempo real continuam o seu desenvolvimento
Em 2025, a dinâmica dos pagamentos em tempo real (RTP) vai ser influenciada pelo desenvolvimento das maiores economias mundiais. Na Europa, o Sistema de Transferências Instantâneas SEPA (Área Única de Pagamentos em Euros) deverá assistir a uma tendência de maior adopção. Nos EUA, a Reserva Federal vai migrar para o ISO 20022, uma norma internacional aceite pela indústria para a troca de informação financeira, em Março de 2025.

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Com estes avanços podem surgir alguns desafios. Governos que operam redes RTP de maneira independente podem enfrentar questões relacionadas a segurança, disponibilidade e falta de capacidades cambiais. A colaboração entre as diferentes partes, poderá ser chave na partilha de conhecimento e recursos para aumentar a segurança, a interoperabilidade e a funcionalidade transfronteiriça. A tarefa fundamental do ecossistema de pagamentos é equilibrar a inovação com as salvaguardas necessárias, protegendo contra os riscos associados à natureza instantânea e irreversível dos pagamentos RTP.

 

4. Pagamentos entre contas (A2A) serão mais simples
Os pagamentos com cartão oferecem uma experiência já madura, com segurança e protecções que estes novos métodos ainda se encontra embrionária. Pagamentos electrónicos, como as transferências ACH – de uma conta para outra – têm sido em grande parte excluídos da revolução digital. No entanto, produtos como ‘pay by bank’ – método de pagamento online que transfere fundos directamente da conta bancária do cliente para a do comerciante, sem usar cartões – estão a digitalizar e a simplificar os pagamentos A2A, oferecendo aos consumidores mais formas de pagar.

 

5. Finanças integradas em plataformas digitais
As finanças integradas (embedded finance) consistem na inclusão de serviços e produtos financeiros dentro de plataformas digitais que, tradicionalmente, não são financeiras. Esta tendência tem vindo a crescer, especialmente no sector do comércio, o que facilita o acesso dos consumidores a soluções financeiras de forma mais simples e conveniente. Integrar serviços de pagamento directamente nas plataformas traz uma experiência mais fluida, personalizada e eficiente, o que beneficia consumidores e empresas.

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6. Pagamentos internacionais mais rápidos
O aumento do comércio global criou a necessidade de transações internacionais rápidas e de baixo custo. No entanto, para que os pagamentos transfronteiriços sejam mais eficazes, é necessário que as redes de pagamentos em tempo real (RTP) sejam interoperáveis. Soluções como o Visa Direct já permitem este tipo de transações, mais rápidas e acessíveis, e que simplificam tanto a conversão de moeda como o cumprimento da legislação e regulamentação locais.

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