A hostilidade no local de trabalho está a aumentar, revela um novo survey, e está a levar os profissionais a mudar de emprego, revela o Inc.com.
Por vezes, quando parece que o caos reina lá fora, o trabalho continua a ser um espaço seguro e estável — um refúgio de rotinas, horários tranquilos e organizados e amizades simples. Só que talvez isso não corresponda à verdade, de acordo com uma nova pesquisa da agência de recrutamento Express Employment Professionals e da empresa de estudos de mercado Harris Poll.
O novo estudo mostra um «aumento preocupante de comportamentos tóxicos no local de trabalho» nos EUA, com os inquiridos a revelarem que os colaboradores das suas empresas são muito mais confrontacionais do que há apenas três anos.
O inquérito envolveu entrevistas a decisores de contratação nos Estados Unidos e a adultos à procura de emprego, com alguns dos resultados preocupantes para os líderes empresariais e equipas de Recursos Humanos. Cerca de 30% dos candidatos a emprego (pessoas que têm um emprego, mas estão activamente à procura de um novo trabalho) dizem que há mais confrontos no trabalho agora do que há três anos. Trata-se de uma fatia considerável da força de trabalho, com resultados ligeiramente superiores para o género masculino: 34% sentiram-se assim, em comparação com 23% das mulheres que procuram emprego.
Mas não fica por aqui: mais de um em cada cinco candidatos a emprego afirmam ter visto um aumento de colegas a serem “maldosos” com os outros no ano passado. Muitos factores podem contribuir para esta realidade, mas o estudo sugere que os trabalhadores descontentes estão a culpar, em parte, os gestores das empresas.
Mais de metade dos candidatos a emprego (54%) afirmam acreditar que a cultura da empresa deve adaptar-se aos tempos de mudança, em vez de obrigar os colaboradores a conformarem-se com a cultura existente. Este sentimento é muito mais forte entre as mulheres (59%) do que entre os homens (49%).
Parte deste sentimento é motivado pelas atitudes dos empregadores em relação aos limites: 55% dos candidatos a emprego inquiridos concordam que é «inapropriado» as chefias exigirem aos colegas de trabalho limites semelhantes aos que têm com a família e os amigos — pessoas com as quais se pode ter uma tolerância natural mais ampla quando ocorre mau comportamento.
Isto pode estar a impulsionar parte do aumento do sentimento de hostilidade no local de trabalho: 57% dos inquiridos afirmam ser difícil distinguir entre uma atmosfera hostil no local de trabalho e um simples choque de personalidades de colegas de trabalho.
Os resultados do estudo mostram ainda que 62% dos candidatos a emprego acham que as empresas deveriam ter sinalização para “lembrar as pessoas de serem simpáticas umas com as outras”, sentimento sentido de forma muito diferente pelas várias gerações. 78% dos candidatos a emprego da Geração Z sentiram-se assim, em comparação com 64% dos Millennials e 56% da Geração X. Apenas 44% dos candidatos a emprego da geração Boomer ou sénior concordam.
Se a sua empresa está a observar um aumento das queixas dos colaboradores sobre toxicidade, talvez seja altura de parar e analisar o tema: os novos dados do inquérito sugerem que os seus colaboradores podem estar a culpar a cultura de trabalho “antiquada” e podem ser estimulados a procurar trabalho noutro lugar.
Melhorar as emoções no local de trabalho pode diminuir o risco de os colaboradores ficarem deprimidos, e a resolução destes problemas, aumentar a moral e a produtividade geral, deve começar com decisões tomadas no topo.














