Nova SBE Executive Education: A adaptação dos programas às novas exigências do mercado

A Nova SBE Executive Education aposta na formação de líderes preparados para os desafios actuais. A sua abordagem foca a transformação pessoal e profissional num mundo em constante mudança.

A formação de executivos deixou de ser apenas uma questão de actualização técnica para se tornar uma alavanca de transformação pessoal, organizacional e social. Num cenário cada vez mais exigente, marcado pela aceleração tecnológica, pela pressão por resultados e pela procura de propósito, cresce a necessidade de líderes capazes de equilibrar desempenho com humanidade, visão com execução e inovação com consciência. Em entrevista à Human Resources, Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education, explica a proposta de valor da instituição, combinando inovação pedagógica, personalização profunda e impacto real no desenvolvimento de pessoas e organizações.

 

Que objectivos têm os executivos que procuram a formação da Nova SBE?
Os executivos que nos procuram estão à procura de mais do que conhecimento: procuram transformação. Querem crescer como líderes, ganhar agilidade estratégica, repensar os seus modelos de negócio e, cada vez mais, recuperar clareza de propósito e equilíbrio pessoal num mundo em aceleração contínua.

Há uma necessidade crescente de preparação para a mudança constante, de forma mais rápida. E a Nova SBE Executive Education tem respondido com uma proposta de valor muito clara: formar líderes mais equilibrados, capazes não só de se liderarem a si próprios como também de liderar outros, atingindo melhores níveis de performance e criando um impacto positivo à sua volta.

Por isso, os objectivos variam entre a aquisição de meta-competências como “aprender a aprender”, o domínio técnico de ferramentas de elevado impacto, o desenvolvimento de soft skills, a capacidade de lidar com paradoxos, a construção de uma nova rede de influência ou a preparação para transições de carreira.

Mas o fio condutor é sempre a vontade de se tornarem mais preparados e relevantes no seu papel de liderança.

 

Como adaptam os vossos programas para executivos em resposta às novas exigências do mercado actual?
A adaptação dos programas da Nova SBE Executive Education é um processo contínuo, estratégico e profundamente ligado à realidade organizacional. Esta adaptação assenta em três pilares fundamentais: um diagnóstico profundo junto das empresas, uma personalização radical e uma aposta consistente na inovação pedagógica. No primeiro pilar, realizamos entrevistas, focus groups e utilizamos ferramentas de mapeamento de competências para identificar o verdadeiro desfasamento entre o presente e o futuro desejado. Não nos limitamos a responder ao que o mercado julga precisar, antecipamos tendências e criamos soluções preparadas para o futuro.

No que diz respeito à personalização, tanto em programas abertos como customizados, a nossa abordagem é altamente ajustada, não apenas ao nível organizacional ou sectorial, mas também ao nível individual dos participantes. As experiências formativas são desenhadas a partir de desafios reais, objectivos estratégicos e perfis específicos. A inovação pedagógica, por sua vez, traduz-se em ciclos curtos de revisão de conteúdos, que integram temas como inteligência artificial generativa, sustentabilidade aplicada, liderança em ambientes híbridos ou neurociência da decisão.

Além destes três pilares, aplicamos ainda outros elementos diferenciadores.

Destaca-se a integração de inteligência artificial no design formativo, que permite personalizar conteúdos e desafios ao perfil de cada executivo, bem como acelerar a definição de planos de acção. Esta tecnologia amplia a eficácia sem substituir a dimensão humana da aprendizagem. Também promovemos uma curadoria viva e colaborativa de conteúdos: os programas evoluem com cada edição, integrando contributos de docentes, participantes, alumni e empresas. A aprendizagem é cocriada, o que reforça o compromisso e a aplicabilidade prática. Finalmente, adoptamos um design em tempo real e orientado ao contexto, operando com agilidade para incorporar rapidamente alterações legislativas, tecnológicas ou sociais. Esta adaptabilidade torna os nossos programas não só relevantes, mas estrategicamente decisivos.

 

Quais são as modalidades de formação da Nova SBE Executive Education e de que forma contribuem para o desenvolvimento dos executivos? Trabalhamos em quatro grandes frentes que nos permitem responder a diferentes necessidades de desenvolvimento. Os Programas Abertos incluem formações de curta duração, pós-graduações e mestrados executivos em áreas como liderança, inteligência artificial ou estratégia. Estes programas, disponíveis em formato presencial e online, podem ser adquiridos directamente por executivos ou pelas próprias empresas. Muitas organizações optam por adquirir pacotes de créditos, o que facilita o processo interno de aprovação da formação e permite beneficiar de um custo mais competitivo.

Já os Programas Customizados são soluções desenhadas à medida das necessidades estratégicas de cada empresa, integrando desafios reais, coaching, mentoria, projectos e avaliação de impacto.

Os Management Retreats são outro dos nossos formatos diferenciadores. Todos os anos, várias equipas de gestão fazem uma pausa para reflectir sobre o próximo ciclo estratégico, o alinhamento da cultura ou a liderança. Muitas vezes, estas sessões não são guiadas nem geram outputs concretos. É nesse contexto que a Nova SBE acrescenta valor, através de facilitação estruturada, especialistas desafiadores e exercícios de cenarização, culminando num roadmap com próximos passos claros.

Por fim, temos as Leadership Subscriptions. Reconhecendo que o desenvolvimento da liderança vai muito além das competências técnicas, integramos dimensões relacionais, emocionais, físicas e até espirituais. O acompanhamento biométrico e a mentoria entre pares são dois fatores críticos de sucesso nestas jornadas. Cada uma destas modalidades responde a necessidades diferentes — da actualização rápida ao desenvolvimento transformacional —, contribuindo sempre para um crescimento que é simultaneamente profissional e humano.

 

Que metodologias de ensino são adoptadas pela Nova SBE nos seus programas para executivos e de que forma se diferenciam das outras escolas de negócios?
A nossa abordagem metodológica assenta em três dimensões complementares. A primeira é o Learning by Doing, onde privilegiamos a aprendizagem activa através de casos reais, desafios trazidos pelas próprias empresas, role plays, simulações — tanto digitais como analógicas — e projectos concretos. Os executivos aprendem fazendo e experimentando, o que garante maior envolvimento e aplicabilidade prática. A segunda dimensão é o Learning with Others, que valoriza as redes de aprendizagem colaborativa. Trabalhamos com coaching entre pares, mentoria e momentos de cocriação, além de promovermos visitas a empresas, em Portugal e no estrangeiro, para capitalizar a inteligência colectiva e o contacto com diferentes realidades.

A terceira dimensão é o Learning to Transform, centrada na mudança de mindset. Recorremos a ferramentas como assessments de perfil, sessões de auto e heteroavaliação e experiências que desafiam o status quo interno de cada líder — não apenas na sua dimensão profissional, mas também pessoal. Abordamos temas como nutrição, sono, intimidade e regulação emocional, numa perspectiva verdadeiramente holística. O nosso diferencial não está apenas nas técnicas utilizadas, mas na capacidade de gerar mudanças reais e sustentáveis.

 

Existe um perfil específico das empresas que procuram a Nova SBE Executive Education?
A diversidade é uma das nossas maiores forças. Trabalhamos com grandes multinacionais, PME inovadoras, startups tecnológicas, instituições públicas e organismos multilaterais. O que têm em comum? A ambição de crescer através das pessoas.

Temos reforçado parcerias com sectores como banca, energia, retalho, saúde e administração pública, e também com o ecossistema empreendedor — com iniciativas para scaleups e líderes de impacto social.

Assistimos a um crescimento da procura internacional, sobretudo de sedes europeias de grandes multinacionais, que valorizam: flexibilidade, excelência académica, diversidade metodológica, aplicação prática e o ecossistema envolvente — incluindo cultura, hospitalidade e inovação local.

 

Como podem os Management Retreats da Nova SBE Executive Education impactar directamente as empresas a longo prazo?
Os Management Retreats não são apenas momentos de pausa sem consequência — são espaços de reflexão estratégica, cuidadosamente concebidos para gerar impacto real. Em ambientes naturais ou culturais inspiradores, criamos condições para que os líderes se reencontrem com a sua missão, ganhem clareza sobre as suas prioridades e fortaleçam relações críticas com os seus pares. Estes encontros têm normalmente uma duração de dois a cinco dias e podem decorrer no campus de Carcavelos, em regiões inesperadas em Portugal ou em locais internacionais cuidadosamente seleccionados.

Partindo sempre dos desafios estratégicos de cada organização, os retreats são desenhados com especial atenção à escolha do facilitador certo, à presença de especialistas convidados e à integração de ferramentas como a inteligência artificial, promovendo decisões mais sólidas e colectivas. O impacto é directo e visível: há uma maior coesão nas decisões, não só ao nível das acções, mas também nos timings, nos recursos e nos comportamentos; ganha-se clareza quanto ao rumo a seguir, o que acelera tanto a comunicação como a execução; e reforça-se o alinhamento interno, com efeitos sistémicos duradouros.

 

De que modo a Nova SBE mede a eficácia dos seus programas de formação para executivos?
A eficácia dos nossos programas é avaliada em diferentes níveis, ajustados às especificidades de cada formato. Começamos por medir a satisfação imediata dos participantes, através de indicadores como o NPS (Net Promoter Score), a qualidade dos conteúdos, dos docentes, e a percepção de relevância e aplicabilidade prática. A seguir, avaliamos o impacto individual com base em autoavaliações, feedback entre pares e definição de objectivos personalizados em conjunto com coaches ou mentores. No plano organizacional, analisamos os projectos implementados, a evolução de indicadores-chave de desempenho (KPIs) e os sinais de transformação cultural. Além disso, realizamos um acompanhamento longitudinal, mantendo contacto com os nossos alumni e acompanhando a evolução das suas carreiras ao longo do tempo.

 

Como é que a Nova SBE Executive Education contribui para o desenvolvimento de competências digitais nos seus programas?
Na Nova SBE Executive Education acreditamos que a transformação digital começa nas pessoas, e por isso integramos sistematicamente competências digitais nos nossos programas. Fazemo-lo através de parcerias com instituições de referência, como o D³ Institute da Harvard Business School, e com o apoio de uma rede internacional de especialistas. Destaca-se também o AI Experimentation Lab, sediado na Nova SBE, que oferece um espaço de inovação aplicada onde os líderes podem explorar o potencial da inteligência artificial com suporte científico e prático.

Complementarmente, criámos a Nova Digital, uma plataforma financiada pelo IEFP, que oferece formação essencial em literacia digital para líderes e equipas, cobrindo temas como automação, IA generativa ou segurança de dados. Além disso, desenvolvemos programas adaptados a diferentes perfis e funções, com conteúdos como estratégia digital, liderança orientada por dados e transformação ágil. Esta abordagem permite que os participantes desenvolvam competências digitais directamente aplicáveis ao seu contexto profissional, reforçando a ideia de que a literacia digital é mais do que técnica — é uma mentalidade essencial para liderar no presente.

 

Que tendências emergentes têm identificado e como influenciam o desenvolvimento e a adaptação dos cursos oferecidos?
As principais tendências que moldam a forma como desenhamos e transformamos a nossa oferta educativa reflectem a profunda mudança no papel da liderança, nas dinâmicas organizacionais e nas exigências das trajetórias profissionais. Na Nova SBE Executive Education, essas tendências não são apenas observadas — são integradas de forma prática nos programas, nos métodos pedagógicos e na cocriação com os nossos parceiros.

Num mundo cada vez mais automatizado, valorizamos uma liderança centrada na empatia, criatividade e sentido ético, integrando práticas como diálogos filosóficos e storytelling para reforçar a autenticidade e a conexão humana. Também damos resposta ao desafio da economia da atenção e do burnout digital com estratégias de slow leadership, respiração consciente e gestão emocional, ajudando os líderes a manter o foco e a saúde mental. A formação está a deixar de ser pontual para se tornar contínua, integrada no próprio trabalho, e por isso apostamos em formatos como microlearning, desafios reais e plataformas digitais que prolongam a aprendizagem para além do programa formal.

Reconhecemos ainda que a longevidade profissional exige uma aprendizagem ao longo da vida, com trajectos de desenvolvimento em espiral que permitem aos executivos regressar em diferentes momentos da carreira — muitos dos nossos alumni já completaram vários programas ao longo de uma década. Por fim, acreditamos que a liderança do futuro é feita com propósito: os temas da ética, inclusão e sustentabilidade são centrais na formação de líderes conscientes, capazes de alinhar resultados com responsabilidade e transformação social.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Formação” que foi publicado na edição de Junho (nº. 174) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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