
Sara Silva, L’Oréal: A formação como motor de empregabilidade, presente e futuro
No seu comentário à LXI edição do Barómetro Human Resources, Sara Silva, directora de Relações Humanas da L’Oréal, faz notar que «as empresas ainda não conseguiram instalar uma cultura de aprendizagem contínua e os colaboradores encaram a formação como mais uma tarefa e não um motor de empregabilidade presente e futuro».
«Globalmente os resultados deste Barómetro revelam algum optimismo e adesão às medidas de alteração da legislação laboral. Contudo, para mim, os 78% de aprovação da medida que reduz o número mínimo de horas de formação para 20 no caso das microempresas é um sinal de alerta. Se há investimento que eu acredito ter retorno sustentável quando bem aplicado é o investimento realizado na Formação e Desenvolvimentos dos nossos colaboradores.
Se continuamos a ter de fixar número mínimo (e ainda por cima reduzindo) pode ser um sinal de pragmatismo para que a obrigação se torne mais exequível, mas também um sinal de que as empresas ainda não conseguiram instalar uma cultura de aprendizagem contínua e os colaboradores encaram a formação como mais uma tarefa e não um motor de empregabilidade presente e futuro.
O verdadeiro desafio? Não se trata de diminuir exigências, mas transformar mentalidades. O objectivo? Criar um contexto onde a formação é tão intrínseca e valorizada que um “mínimo legal” se torna irrelevante.
Sugestões? Liderar pelo exemplo – os líderes devem ser os primeiros a priorizar o seu próprio desenvolvimento incentivando para que as suas equipas os sigam. Personalizar propostas – desenhar planos de desenvolvimento individuais alinhando necessidades de negócio com aspirações do colaborador.»
Este testemunho foi publicado na edição de de Outubro (nº. 178) da Human Resources, no âmbito do seu LXI Barómetro.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.