Criar as condições certas na Finsolutia para que o talento floresça de forma contínua

Para a Finsolutia, o maior desafio é atrair perfis tecnológicos especializados. A chave para o superar passa por proporcionar um ambiente de desenvolvimento, com sentido de propósito e inovação, onde cada um sinta que o seu contributo tem impacto directo no negócio e na sociedade.

 

Por Tânia Reis

 

A tecnologia e finanças são o “oxigénio” na Finsolutia, que desenvolve há mais de 15 anos soluções tecnológicas inovadoras para a gestão de créditos e activos imobiliários. Com escritórios em Lisboa e Madrid, conta actualmente com mais de 300 colaboradores na Península Ibérica, cerca de 130 em Portugal. A diversidade das suas pessoas reflecte-se na idade – a média situa-se entre os 35 e 40 anos – mas também na formação e nas nacionalidades com profissionais de várias origens e percursos académicos, «o que enriquece o pensamento colectivo e reforça a cultura colaborativa», realça Patrícia Espadaneira, directora Ibérica de Pessoas & Cultura.

Assente em dois pilares – colaboração e inovação –, a estratégia de Recursos Humanos «está profundamente alinhada com os objectivos do negócio, sustentada por uma visão que integra atracção, desenvolvimento e retenção de talento como factores críticos de diferenciação». Partindo da premissa de que «o verdadeiro sucesso nasce da conjugação de uma liderança próxima com uma cultura de empowerment que dá espaço à iniciativa individual», a Finsolutia trabalha continuamente para fortalecer a sua identidade enquanto marca empregadora nos sectores tecnológico e financeiro.

Actualmente, as prioridades da área de Pessoas e Cultura concentram-se em três eixos estratégicos: transformação digital, desenvolvimento contínuo e fortalecimento da cultura organizacional. «Estamos a investir fortemente na consolidação de práticas de gestão baseadas em dados, na integração dos sistemas de Recursos Humanos a nível ibérico e na promoção de uma cultura de aprendizagem contínua», explica a responsável. A prioridade é garantir que cada colaborador tenha uma experiência consistente, digital, personalizada e com oportunidades de crescimento dentro da organização.

 

Uma cultura de aprendizagem
Essa experiência diferenciadora começa desde logo no processo de recrutamento. «Temos vindo a trabalhar, de forma consistente, na melhoria dos nossos processos de selecção e onboarding, bem como na consolidação de programas de desenvolvimento, mobilidade interna e formação contínua, através da Finsolutia Academy, já implementada em Espanha e em expansão para Portugal.»

É através desta academia que são desenvolvidos programas formativos adaptados a cada função, com foco em competências técnicas e comportamentais. Num sector em constante transformação, determinadas competências como agilidade, pensamento analítico, literacia digital, capacidade de resiliência e liderança colaborativa são críticas para o futuro da organização, reconhece Patrícia Espadaneira. A resiliência, por exemplo, «é essencial para responder de forma construtiva à mudança, bem como para fomentar equipas com elevada capacidade de adaptação e foco nos resultados».

Por isso, esta cultura ibérica de aprendizagem pretende promover a autonomia no desenvolvimento e incentiva cada colaborador a assumir o papel de protagonista no seu percurso profissional. «Acreditamos que preparar o futuro passa por criar as condições certas para que o talento floresça de forma contínua.» Paralelamente, a nova plataforma de e-learning permitirá democratizar o acesso ao conhecimento e reforçar a cultura de aprendizagem.

No caso da capacitação de talentos com potencial de liderança, a empresa tem desenvolvido, «em parceria com instituições de ensino de renome internacional », programas que combinam formação técnica e comportamental, mentoring e experiências práticas de gestão de equipas. «O nosso objectivo é preparar os futuros líderes para actuarem num contexto de constante transformação, com foco na liderança humanizada, colaborativa e orientada para resultados.»

Na Finsolutia, o plano de desenvolvimento de carreira «é encarado como um processo contínuo e personalizado, com uma abordagem baseada no mérito», conta a directora de Pessoas & Cultura. «Estamos actualmente a reformular o nosso modelo de avaliação de desempenho, de modo a alinhá-lo com a estratégia organizacional e proporcionar planos de crescimento mais estruturados, equitativos e orientados para o desenvolvimento individual.»

Estando a inovação no core da empresa, não surpreende que esteja a ser implementado, a nível ibérico, um novo ecossistema tecnológico de Gestão de Pessoas, «que inclui um HRIS – Sistema de Informação de Recursos Humanos – e um ATS – Sistema de Selecção de Candidatos, recorrendo a automatismos e ferramentas de inteligência artificial», revela Patrícia Espadaneira. «Estes sistemas permitem-nos optimizar processos, reduzir tarefas administrativas e garantir decisões mais ágeis e baseadas em dados.» E reconhece que as novas ferramentas irão permitir acompanhar de forma mais precisa o progresso e o desempenho de cada pessoa, «tornando o desenvolvimento um percurso mais claro e mensurável».

 

Proximidade, confiança e reconhecimento
Na Finsolutia, o employee value proposition (EVP) não se resume à capacitação e desenvolvimento de carreira. «O engagement dos colaboradores é uma prioridade estratégica», garante a directora de Pessoas, por isso disponibiliza um conjunto de iniciativas que visam «fortalecer o sentimento de pertença e o alinhamento com o propósito» da empresa.

Entre as diversas iniciativas de proximidade promovidas, destaca «o pequeno- almoço oferecido diariamente a todos os colaboradores, a disponibilização de médico no escritório duas vezes ao mês, as felicitações sempre que algum dos colaboradores se casa ou é mãe ou pai, acesso a seguro de saúde e seguro de vida, entre outros». No âmbito das políticas de bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, «factores determinantes para manter equipas motivadas e comprometidas », salienta «a flexibilidade laboral, incluindo modelos híbridos e horários ajustáveis, que permitem às pessoas gerir de forma mais equilibrada as suas responsabilidades profissionais e pessoais».

Na vertente mais focada na saúde mental e física, além das iniciativas promovidas pela área de Responsabilidade Social Corporativa da organização, existem parcerias com entidades de apoio e promoção de estilos de vida saudáveis. «O objectivo é criar um ambiente que favoreça o equilíbrio e o bem-estar integral, reforçando o compromisso mútuo entre a empresa e as suas pessoas.»

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Outubro (nº. 178) da Human Resources, nas bancas.

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