Comparar tarifas no mercado energético pode garantir poupanças até 580 euros

A electricidade continua a ser o principal foco de mobilidade no mercado de energia em Portugal, com 71,44% das trocas de fornecedor registadas em Outubro no ComparaJá envolvendo apenas electricidade. Contratos combinados de electricidade e gás representaram 25,09%, enquanto mudanças apenas de gás natural continuam residuais, com 3,47%.

Segundo José Trovão, head of Consumer Credit and Utilities do ComparaJá, «Novembro traz consigo padrões que já conhecemos bem: dias mais curtos, temperaturas mais baixas e o consequente aumento do consumo energético nas casas portuguesas. É também nesta altura que muitos consumidores voltam a analisar as suas facturas, e os dados comprovam que essa atenção é cada vez mais justificada. Este mês, a diferença entre a tarifa mais competitiva e a mais dispendiosa pode atingir os 580 euros por ano. Pequenas decisões de comparação continuam a traduzir-se em poupanças reais, sobretudo quando o Inverno se aproxima e cada kWh conta.»

Em Outubro, a maioria dos consumidores (94,96%) optou por tarifas simples, com preço por kWh constante ao longo do dia. A tarifa bi-horária foi escolhida por 4,70% e a tri-horária manteve-se quase inexistente, com 0,34% das subscrições. Estes dados indicam que a simplicidade continua a ser a opção mais valorizada, tanto por conveniência como por economia.

Lisboa liderou as trocas, com 29,82% das adesões, seguida pelo Porto com 18,04%. Setúbal (11,98%) e Aveiro (6,97%) destacaram-se entre os distritos intermédios. Distritos como Bragança e Beja tiveram adesões muito baixas, com apenas 0,65% e 0,86%, respectivamente. Estes números mostram que, embora a mobilidade energética seja maior nos grandes centros urbanos, cresce também a literacia energética fora das principais cidades.

O relatório revela também que uma simples mudança de fornecedor pode gerar poupanças reais, especialmente com o Inverno à porta:

  • Casal sem filhos (160 kWh/mês, 3,45 kVA): tarifa mais barata da Iberdrola, 36,24€/mês, até 10,15€ mais barato que a opção mais cara.
  • Família típica (400 kWh/mês, 6,9 kVA): Endesa com 73,24€/mês, até 16,14€ de poupança face à tarifa mais cara.
  • Família numerosa (908 kWh/mês, 13,8 kVA): Plenitude, 190,90€/mês, até 48,45€ de diferença anual comparando com a opção mais cara.

 

Além disso, descontos adicionais por débito directo, factura electrónica ou contratação de pacotes combinados podem aumentar ainda mais a poupança, em alguns casos ultrapassando os 20%.

O mercado confirma que comparar tarifas e fornecedores continua a fazer diferença, com a electricidade a dominar as trocas e a atenção do consumidor a crescer à medida que o inverno se aproxima. 

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