
Case Study, Emirates: Portugal, estratégico devido à qualidade dos profissionais
O pacote salarial, os benefícios diferenciadores e uma marca forte fazem da Emirates uma das companhias aéreas mais atractivas para trabalhar. As constantes acções de recrutamento em Portugal não são por falta de talento, mas sim por estratégia, garante Larissa Ribeiro Kobay, Recruitment advisor.
Por Tânia Reis
Com voos para mais de 140 cidades em seis continentes, a Emirates continua a destacar-se como uma das companhias aéreas mais atractivas para quem procura uma carreira internacional no sector da aviação. Em Portugal, o interesse é especialmente elevado, e isso não acontece por acaso, garante Larissa Ribeiro Kobay, Recruitment advisor.
A carreira de tripulante de cabine é «extremamente atractiva» para os candidatos portugueses, por diversas razões. «Além da possibilidade de viajar para 144 destinos em todo o mundo, os nossos tripulantes beneficiam de um salário competitivo.» Os pacotes de remuneração, «concebidos para melhorar o estilo de vida dos seus colaboradores e das suas famílias», constituem um dos principais factores de atracção, reconhece. O «salário isento de impostos e um subsídio de voo» são alguns dos elementos-base, mas também «alojamento mobilado gratuito no Dubai e o transporte entre casa e trabalho». A estes juntam-se «seguros de saúde e vida abrangentes, com cobertura médica e dentária, formação contínua e estadas em hotéis durante escalas. «Adicionalmente, todos os colaboradores, as suas famílias e amigos usufruem de tarifas aéreas muito reduzidas em toda a rede global da companhia.»
A estes benefícios somam-se ainda programas exclusivos de descontos, como o cartão FACE, «que oferece uma variedade de vantagens exclusivas para a tripulação », e o Emirates Platinum, que permite a tripulantes e familiares beneficiarem de «descontos em milhares de marcas e lojas, clubes, clínicas e estabelecimentos de hospitalidade, tanto localmente como a nível global». Tudo isto «configura uma oportunidade única de construir uma vida no Dubai, uma cidade cosmopolita, segura e cheia de oportunidades, que permite focar numa “experiência de vida” e numa “carreira global” que vai muito além de um simples emprego », garante Larissa Ribeiro Kobay.
A formação contínua e a evolução interna são pilares estratégicos da cultura da Emirates, que «investe fortemente no desenvolvimento profissional dos colaboradores, oferecendo uma ampla variedade de oportunidades de progressão na carreira e de aperfeiçoamento de competências», explica a responsável. Desde os primeiros momentos, os profissionais têm acesso a «programas de formação contínua que abrangem os mais recentes procedimentos e regulamentos, garantindo que se mantêm actualizados e melhoram continuamente o seu desempenho».
Os tripulantes de cabine também têm a oportunidade de evoluir, desde funções de entrada até se tornarem purser, «com base no desempenho e nas avaliações ». Além disso, «podem tornar-se formadores ou candidatar-se a vagas internas noutros departamentos», de acordo com as suas competências e perfis profissionais.
Contudo, não é só o pacote de benefícios que torna a empresa diferente das demais companhias aéreas, mas também a forma como estrutura a sua employee experience. «A nossa cultura coloca a segurança e a excelência em primeiro lugar, onde todos se esforçam para dar o seu melhor», enfatiza a Recruitment advisor. A Emirates «promove um ambiente de trabalho positivo e estimulante», «onde os colaboradores se sentem valorizados e respeitados». O «orgulho, a paixão e o compromisso com o sucesso» fazem parte do ADN da companhia.
Diversidade como aprendizagem
Um dos traços mais distintivos – e «enriquecedores » – da Emirates é a diversidade, já que reúne colaboradores de mais de 149 nacionalidades. «Esta diversidade enriquece a nossa cultura, e permite- nos aprender com diferentes perspectivas e compreender melhor as necessidades dos nossos passageiros globais», afirma Larissa Ribeiro Kobay. E está convicta de que «esta diversidade não só torna o ambiente de trabalho mais interessante, como também ajuda a serem melhores profissionais e pessoas». Melhora também a comunicação eficaz entre diferentes idiomas e culturas e impulsiona a valorização e o respeito pelas diferenças culturais, fomentando a tolerância e a compreensão. «Além disso, promove a inovação e a criatividade», acrescenta.
Nesse contexto, os 626 tripulantes de cabine portugueses desempenham um papel relevante. «Contribuem activamente para essa cultura diversa ao trazerem a sua perspectiva cultural, língua e experiências de vida», salienta. «A sua paixão por viagens e pelo serviço ao cliente, a forte capacidade de trabalho em equipa e a atitude positiva e calorosa» são características particularmente valorizadas.
O forte investimento em desenvolvimento profissional contínuo e o apoio ao bem-estar físico e mental dos colaboradores também são pilares fundamentais da employee experience da companhia aérea. «Os nossos programas de saúde e bem-estar – Sehaty, Employee Assistance Programme e Peer Support – promovem a consciencialização e apoiam os colaboradores ao longo de toda a sua jornada connosco», complementa.
Além disso, os colaboradores dispõem de «um mínimo de 30 dias de férias anuais, bem como bilhetes de avião com descontos para familiares e amigos, permitindo-lhes viajar, explorar novos destinos e, ao mesmo tempo, relaxar e recarregar energias».
Recrutamento personalizado
O processo de selecção para tripulantes de cabine começa com o Open Day, «uma excelente oportunidade para os interessados conhecerem a equipa de recrutamento e saberem mais sobre a função», explica Larissa Ribeiro Kobay. Nessas sessões abertas, os candidatos podem esclarecer dúvidas, participar em sessões informativas» e avançar com a candidatura se cumprirem os requisitos básicos. É um «processo simplificado e rápido, desenhado para identificar talentos de forma eficiente».
Apesar de estarem a «adoptar tecnologia em vários pontos de contacto para melhorar a experiência dos candidatos e simplificar o processo de candidatura », como a nova plataforma de recrutamento, a Masar, a responsável garante que «todas as candidaturas a tripulante de cabine continuam a ser avaliadas individualmente por um recrutador».
Além dos tripulantes de cabine, a Emirates está também a recrutar pilotos, profissionais de TI e de engenharia, reforçando o posicionamento da empresa como um empregador global em várias áreas.
«A marca forte e prestigiada, aliada a um pacote de remuneração e benefícios atractivo, e a oportunidade de uma carreira internacional no Dubai permitem à Emirates não ter dificuldades em atrair talento, num mercado onde ele é escasso», faz notar. Claro que «a natureza da indústria da aviação e o estilo de vida podem levar a uma rotatividade natural de talentos», contrapõe.
A excelência nacional
No caso de Portugal, o país é um «mercado estratégico para a Emirates devido à qualidade dos seus profissionais e à reconhecida hospitalidade dos portugueses », evidencia Larissa Ribeiro Kobay. «Estes profissionais destacam-se pela sólida formação, fluência em inglês e forte cultura de serviço. A sua capacidade de adaptação e predisposição para trabalhar em ambientes multiculturais tornam o talento português ideal para a operação global da companhia aérea.»
As qualificações mais procuradas nos profissionais portugueses estão fortemente ligadas à vivência multicultural que caracteriza a aviação internacional. «A paixão genuína por viajar e explorar o mundo, a capacidade de interagir de forma eficaz e empática com pessoas de diversas origens, e um forte sentido de serviço ao cliente», enumera.
Adicionalmente, procuram «excelente espírito de trabalho em equipa, essencial num ambiente tão colaborativo como este, bem como uma notável capacidade de adaptação a diferentes situações e culturas, e uma atitude sempre positiva », qualidades que a Recruitment advisor considera cruciais para garantir a segurança e o conforto dos passageiros e prosperar num ambiente multicultural e dinâmico.
Quanto ao futuro, à medida que a indústria da aviação continua a expandir-se, Larissa Ribeiro Kobay acredita que «o recrutamento tornar-se-á cada vez mais competitivo, especialmente para funções de tripulantes de cabine e de cockpit». Ainda assim, reitera que a Emirates manter-se-á «como um empregador de referência, reconhecido pela sua marca, elevados padrões e alcance global», e está confiante na «capacidade de continuar a atrair profissionais de topo de todo o mundo».
Este artigo foi publicado na edição de Novembro (nº. 179) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.