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A importância de saber improvisar. E como aprender a fazê-lo
ROCK IN RIO INNOVATION WEEK
Sabe quando precisa fazer algo, mas está sem inspiração? Quem entende desse assunto diz que o melhor é começar a fazer, e as ideias vão aparecendo pelo meio do caminho. Pois então, apresento a vocês a prova viva de que isso funciona.
Por Michelle Aisenberg, curadora de Conteúdo do Rock in Rio Innovation Week
Escrevi as primeiras linhas desse texto sem saber muito bem sobre o que queria conversar com vocês essa semana. Foi aí que resolvi improvisar. Quando percebi, estava fazendo isso literalmente: um texto improvisado sobre o improviso.
A experiência acabou me rendendo horas de leitura, novos especialistas para eu começar a seguir, dicas de livros e mais conhecimento sobre a importância de desenvolvermos a habilidade de improvisar.
E é isso que vou partilhar agora.
Improvisar é uma atitude
«Sem espaço de manobra para anteciparmos o futuro, as respostas improvisadas são a melhor atitude para lidar com um mundo em constante evolução», disse Robert Poybton, designer de experiências de aprendizagem e autor do livro Do Improvise: Less push. More pause. Better results. A new approach to work (and life).
Robert foi buscar no teatro, especialmente o de improviso, inspiração e conhecimento. E arrisca dizer que hoje em dia, ter planos e planear é necessário, mas não chega. «Está tudo ligado de uma forma em que haverá sempre um elemento imprevisível a enfrentar, o que pode ser uma oportunidade.»
Quem quiser saber um pouco mais sobre essa forma curiosa e provocativa de levar a vida não pode perder o 10.º episódio do programa documental “Inspirando o Futuro – SingularityU Portugal”.
Improvise e desenvolva novas competências
Por mais de 30 anos, Elizabeth Burr “Busy”, presidente / CFO da Carrot Inc., trabalhou no Vale do Silício focada em novas tecnologias e estratégias de crescimento de negócios em grandes organizações.
Metade desse tempo, ela faz parte de uma trupe de teatro de improviso e desenvolveu competências que fazem toda a diferença em seu dia a dia profissional. “Improvisar tem tudo a ver com desprendimento e descobertas. A chave é estarmos confortáveis com o desconhecido, estarmos no palco sem roteiro ou cenário”, diz.
Elizabeth lista as três principais competências que ela usa diariamente em sua vida que desenvolveu com a prática do improviso:
- Ouça com detalhes: esteja no momento
- Acredite em si mesmo: observe o medo e encare o fracasso
- Seja generoso: faça com que seus parceiros também se destaquem
Conheça mais detalhes sobre a experiência de Burr aqui.
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Durante os últimos quatro meses, a equipa do Rock in Rio Innovation Week praticou e desenvolveu sua capacidade de improvisação e de se ajustar às mudanças de forma exaustiva, como quase todos nesse planeta.
Durante o mês de Agosto, vamos apostar no ócio criativo para retornar em Setembro em grande: planeamento do recomeço. O início da construção de mais uma jornada que, esperamos, terá a sua companhia!