
A importância do rejuvenescimento das equipas de uma empresa
Por Beatriz Rubio, CEO do Everybody Wins Group
No mundo empresarial, a palavra-chave é equilíbrio. Equilíbrio entre resultados de curto prazo e visão de longo prazo. Entre inovação e tradição. Entre experiência consolidada e novas ideias. É precisamente nesta última dimensão que reside um dos maiores desafios — e também uma das maiores oportunidades – para qualquer empresa que aspire a ser sustentável no tempo: o rejuvenescimento das equipas.
As gerações mais maduras trazem consigo um património inestimável: a experiência acumulada, a capacidade de lidar com crises, a visão estratégica e uma leitura apurada do mercado. São profissionais que conhecem a fundo os processos, entendem a importância da consistência e da disciplina, e sabem que resultados sólidos não se constroem da noite para o dia. Este legado é vital para qualquer organização que queira crescer de forma estruturada.
Por outro lado, as novas gerações chegam com uma energia contagiante, com a ousadia de quem acredita que tudo é possível. Trazem consigo competências digitais, uma forma diferente de olhar para os problemas e soluções que, muitas vezes, rompem com os modelos tradicionais. Questionam o “sempre foi assim” e introduzem leveza, criatividade e velocidade às equipas. Representam também um espelho dos novos consumidores, o que permite às empresas estarem mais próximas das expectativas emergentes da sociedade.
O verdadeiro potencial surge quando estas duas forças — a maturidade e a juventude — se encontram no mesmo espaço de trabalho. Não se trata de substituir uma geração por outra, mas de criar convivência e aprendizagem mútua. As equipas tornam-se mais completas, mais ágeis e mais resilientes. A sabedoria da experiência funciona como âncora, enquanto a irreverência da juventude actua como motor de inovação.
Cabe à liderança promover este equilíbrio, criar ambientes inclusivos onde todas as vozes são ouvidas, e implementar programas de mentoria que valorizem tanto a transmissão de conhecimento dos mais experientes para os mais jovens, como o movimento inverso, conhecido como reverse mentoring. Ao mesmo tempo, é essencial investir em políticas de formação contínua que permitam a cada colaborador evoluir e adaptar-se a novos contextos.
O rejuvenescimento das equipas não é uma questão de idade, mas de atitude. É a capacidade de aprender, reaprender e desaprender. É a coragem de inovar sem perder o respeito pelo caminho já percorrido. É a força de sonhar com o futuro, apoiando-se nos alicerces do passado. Por exemplo, na RE/MAX Portugal, uma das marcas do Everybody Wins Group, acreditamos que este equilíbrio é a chave do nosso sucesso: unir a maturidade de quem já percorreu muitos quilómetros com a energia de quem está pronto para correr a próxima maratona. Juntos, tornamo-nos imparáveis.