A maioria das empresas vai encorajar vacinação dos colaboradores. Mas apenas 8% a vão exigir para o regresso ao trabalho presencial

Um inquérito da Gartner revela que 71% das organizações pretende incentivar os seus colaboradores a serem vacinados contra a COVID-19, mas não fazer com que esse seja um requisito obrigatório para o regresso ao escritório. Apenas 8% planeia exigir que os trabalhadores sejam vacinados antes de voltarem ao escritório.

 

«Vacinação obrigatória é uma decisão complexa do ponto de vista legal», afirma Chris Audet, senior director da divisão de Legal & Compliance da Gartner. «Qualquer decisão de obrigação será dependente da necessidade do negócio e deve contemplar excepções. Em alguns casos, requerer a vacina pode ser uma decisão estratégica para criar uma vantagem comparativa para a organização», explica o responsável.

O estudo mostra também que que 61% dos líderes inquiridos pretende providenciar recursos aos seus colaboradores sobre onde e como obter a vacina. Além disso, cerca de metade quer criar uma campanha de comunicação interna sobre os benefícios da vacina e/ou subsídio para assegurar parte dos custos – embora a vacina seja gratuita nos EUA, alguns centros estão a cobrar a sua administração.

De acordo com o estudo, a maioria das organizações não considera a possibilidade de vacinação obrigatória dos seus colaboradores porque há vários obstáculos, nomeadamente em termos de privacidade dos dados.

Ter registos de quem já foi vacinado ou não poderá ser uma tarefa mais simples, mas, ainda assim, 53% dos inquiridos não planeia fazer essa monitorização. Por outro lado, 6% planeia perguntar aos colaboradores se já foram vacinados.

O estudo indica ainda que as organizações não esperam um regresso ao trabalho igual ao pré-pandemia. Mesmo com a administração das vacinas, mais de metade dos inquiridos acredita que menos de 50% dos seus trabalhadores vão querer voltar ao escritório.

E apenas 9% acredita que entre 76-100% dos seus colaboradores vão querer regressar ao escritório. O “novo normal” poderá, por isso, ser uma força de trabalho híbrida, o que obrigará os responsáveis das empresas a repensar políticas e modelos operacionais.

«Muitas das mudanças que pareciam temporárias tornaram-se formas estabelecidas de trabalhar. E é crucial garantir que as políticas e os procedimentos legais implementados no início da pandemia são adequados para o longo prazo», alerta Chris Audet.

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