
A McKinsey tem 60 mil trabalhadores, mas… 25 mil não são humanos
Os assistentes de IA estão a transformar a força de trabalho ao automatizar tarefas repetitivas, aumentar a produtividade e libertar os humanos para se concentrarem em trabalhos críticos. Impulsionam a produtividade em diversos sectores, incluindo a indústria transformadora e a saúde, e têm impacto nos procedimentos de RH, como a contratação e a formação.
Podem também lidar com dados, criar relatórios e organizar caixas de email como colegas de equipa digitais, promovendo uma melhor tomada de decisões e destacando o valor de competências humanas como a empatia e o pensamento crítico.
Neste sentido, o CEO da McKinsey, Bob Sternfels, revelou que a empresa integrou a tecnologia de IA adicionando estrategicamente 25 mil agentes de IA à sua força de trabalho de 40 mil colaboradores, avança o Market realist. Segundo o CEO, a empresa está a utilizar a inteligência artificial para se reinventar, destacando o objectivo de ter agentes de IA a colaborar com humanos
Sternfels também revelou que, nos próximos 18 meses, cada colaborador terá um ou mais agentes a dar-lhe apoio. Os agentes de IA são assistentes virtuais auto-suficientes que podem resolver problemas e executar tarefas sem orientação humana. Esta rápida adopção na McKinsey reflecte uma tendência mais ampla nos negócios para integrar a IA generativa no trabalho regular dos consultores.
Empresas como a PwC e a Boston Consulting Group estão a mudar de típicas posições de consultoria para projectos de transformação de longo prazo orientados por IA. Com 1.700 colaboradores, a QuantumBlack da McKinsey representa actualmente 40% do trabalho da empresa. Alex Singla, senior partner, destaca o valor de seleccionar candidatos que possam transitar facilmente entre cargos de tecnologia e consultoria. Esta mudança é indicativa de uma maior mudança na estratégia de negócio da McKinsey, que está a passar dos métodos tradicionais de facturação por serviço para uma abordagem que enfatiza o trabalho em conjunto com os clientes para gerar business cases que resultem em outcomes partilhados.
No mês passado, o Firstpost noticiou que, em resposta aos desafios económicos, a consultora McKinsey está a planear cortes de emprego significativos, que poderão afectar até 10% da sua força de trabalho nos próximos dois anos.
Esta medida está em linha com tendências mais amplas do sector, em que empresas como a Deloitte, EY, KPMG e PwC também reduziram o pessoal devido à integração da inteligência artificial (IA), aumentando a eficiência e reduzindo custos. A McKinsey, que viu a sua força de trabalho diminuir de 45 mil para cerca de 40 mil pessoas após despedimentos anteriores, refere vários factores para a redução de postos de trabalho, incluindo a contratação excessiva no período pós-pandemia e as incertezas económicas. As implicações futuras centram-se na crescente insegurança dos empregos de escritório, no meio dos avanços da IA.