Algoritmos e afectos: a nova Era da Gestão de Pessoas

Foi no passado dia 23 de Outubro, no Museu do Oriente, em Lisboa, que se realizou a 30.ª edição da Conferência Human Resources. “Algoritmos e afectos: a nova Era da Gestão de Pessoas” foi o tema escolhido, delineado num programa composto por 18 especialistas de diferentes sectores e empresas de referência, para partilharem a sua experiência e perspectivas. Esperam-nos desafios no horizonte, mas também muitas oportunidades… e, no final, o lado humano prevalecerá.

 

Fotos NC Produções

 

O tema “Algoritmos e afectos: a nova Era da Gestão de Pessoas” suscitou curiosidade e foram quase quatro centenas as pessoas que fizeram questão de estar presentes no auditório do Museu do Oriente, que voltou a encher para assistir à XXX Conferência Human Resources (e o live streaming voltou a bater recorde, alcançando as 63 mil visualizações).

Na habitual intervenção de boas-vindas, Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, realçou que, num mundo em cada vez maior e mais rápida evolução, a influência da tecnologia na vida de todos é incontornável. «A tecnologia está aí, a afectar todas as dimensões da nossa vida, e também no trabalho e na vida nas empresas.» Neste momento, deixou de ser uma promessa do futuro para ser a realidade presente. Contudo, «apenas conseguimos vislumbrar o início das suas potencialidades», como o aumento de produtividade, a eliminação de tarefas repetitivas e as novas formas de trabalhar, novas competências, novas organizações e novas estruturas.

Num cenário em que «gigas, teras, petas, exabytes de dados são o elo mais forte desta equação», questionou onde entram as pessoas e se os afectos têm lugar entre as variáveis a considerar. «Claro que têm, terão de ter, é obrigatório que tenham», afirmou. «Perante o aumento da falta de tolerância e paciência, terá de ser a empatia a marcar a diferença. » Porém, numa realidade «também cada vez mais voltada para resultados, quase imediatos, onde fica a fronteira entre algoritmos e afectos? O equilíbrio é possível? Teremos de sacrificar uns pelos outros?» Ainda que considere que esta pergunta nem deveria ser feita, Ricardo Florêncio reconheceu que a verdade é que «no mundo imediato de hoje, faz-se», e várias vezes: quem (e quanto) está pronto a abdicar de um lado da equação para dar mais ao outro?

Uma coisa é certa: independentemente do ritmo e da velocidade, tudo está a mudar nas empresas nas organizações. E essa mudança não exclui o tema dos afectos, reiterou. Em jeito de conclusão – e de alguma provocação – destacou as lideranças: como vão ser, como se vão comportar e como vão equilibrar a exigência de resultados com o tempo para dedicar às pessoas. E deixa duas perguntas-chave “no ar”: «De que tipo de pessoas vamos necessitar? Quando falamos de competências, quais vão ser mais valorizadas pelas empresas: as técnicas ou as humanas?» O repto ficou lançado para a manhã de reflexão.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Novembro (nº. 179) da Human Resources

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