As green flags do trabalho híbrido

Se com o início da pandemia – por imposições exteriores aos centros de decisão das empresas – implementou-se o teletrabalho, com o relaxamento das medidas de contenção da pandemia da Covid-19, a dinâmica de trabalho ganhou uma nova faceta: o modelo híbrido.

Por Francisco Ferro Maurício, Business Unit Director, agap2IT

Enquanto algumas empresas utilizam o trabalho totalmente remoto como arma de recrutamento, outras avançam com o sistema híbrido por acreditarem trazer vantagens inegáveis aos seus colaboradores, sendo a principal um maior equilíbrio entre a sua vida laboral e pessoal.

Existem, claro, excepções. Empresas como a Google, por exemplo, continuam a apostar no escritório como local de trabalho para os seus colaboradores, tendo inclusive adquirido um edifício de escritórios em Manhattan por 2.1 mil milhões de dólares.

A contrastar, outras como a PwC – que permitiu a cerca de 40 mil colaboradores trabalharem remotamente em perpetuidade – ou a Shopify – com uma redução de 20 para três escritórios – estão a reduzir seriamente o trabalho presencial, que está agora num nível (quase) totalmente remoto.

Os modelos híbridos parecem ser, no entanto, a escolha para a maioria das empresas. Estas que, agora numa era pós-pandémica, se estão a reconfigurar e a procurar a melhor forma de lidar com os seus colaboradores. Este tipo de trabalho traz claras vantagens para ambas as partes.

Os colaboradores conseguem não só poupar tempo nas deslocações para o escritório, munindo-os assim de mais tempo para a família e outras questões pessoais, mas também acumular mais poupanças por não terem que enfrentar estes gastos. O sistema híbrido permite uma maior disponibilidade no dia-a-dia para resolução de questões do foro pessoal, assim como a possibilidade de escolha dos ambientes onde querem trabalhar e que lhes sejam confortáveis.

Já as empresas conseguem reunir condições para que as equipas se mantenham unidas através do contacto presencial, sem que percam a flexibilidade e as regalias de se poder trabalhar a partir de casa. Mas, e talvez ainda mais importante, as barreiras geográficas deixam de ser tão importantes no processo de recrutamento de novos talentos. Deixando de haver uma necessidade diária de deslocação, a captação de novos profissionais torna-se muito mais acessível.

A realidade deste novo paradigma é que o trabalho híbrido traz para as empresas outras vantagens como uma maior retenção dos seus quadros, uma maior facilidade no cumprimento do seu compromisso relativo à sua pegada ambiental, possibilita a exploração de novos mercados e uma maior capacidade de adaptação a outros fusos horários, permitindo caso necessário um funcionamento ininterrupto.

Por fim, sobre este tema, podemos ter como garantia que se houve certeza que a pandemia nos trouxe sobre o futuro do trabalho, é que a adaptação das empresas ao home working e trabalho híbrido veio não só ser acelerado, mas para ficar.

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