As Pessoas estão de volta

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium e Professor convidado do ISCSP-ULisboa

A crise pandémica que ainda vivemos, levou a que o mundo empresarial  tivesse de adotar novas estratégias de negócio, face às atuais exigências do mercado, aos novos hábitos de consumo,  e aos novos fundamentos da economia.

O desafio da excelência da gestão, assente no diferencial competitivo, são cada vez mais  uma exigência na maioria dos setores de atividade.

Pequenas e grandes empresas reforçam o seu propósito e traçam novos objetivos, como forma de se diferenciarem dos seus competidores, de preservarem o seu staff e atrairem novos talentos.

Apelidado por muitos de “novo normal”, as próximos anos, senão mesmo décadas, vão ser diferentes e desafiantes. A crise pandémica veio trazer-nos uma forma diferente de ver o mundo,  e de agirmos de forma mais straight to the point.

No último ano, as pessoas foram forçadas  a alterar os seus hábitos, sem que estivessem preparadas para isso, ou tivessem tido a oportunidade para treinarem numa qualquer formação de “Como agir em pandemia”.

Gerir o teletrabalho e a vida familiar, com doses de stress q.b., foi uma das dificuldades mais sentidas pelas famílias,  durante este período.

Percorridos 4 meses  em estado de calamidade, no escritório, em teletrabalho ou em regime hibrido as pessoas vão retomando seu “novo normal”.

Mas o que nos reserva este novo mundo ?

O mix de gerações está a transformar o ambiente de trabalho, os processos, as perspectivas e as aspirações, onde as diferenças entre pessoas, e as novas competências são valorizadas.

A longevidade humana e a expectativa que até 2040, 57% das pessoas em idade de trabalhar tenham mais de 45 anos, divide opiniões entre ser uma vantagem, ou um peso para as empresas.

Alguns estudos demográficos, apontam para que a grande maioria dos 9 mil milhões de pessoas do planeta, irão habitar regiões menos desenvolvidas, e a população no continente africano aumentará mais de 1,1 mil milhões, neste “novo normal”.

Combater as alterações climáticas é uma obrigação de todos, e o cumprimento das metas definido pelo Acordo de Paris a par do European Green Deal, só é possível se soubermos colaborar e interagir. O apelo à descarbonização é global.

A inteligência artificial e o mundo robotizado, é vista por muitos como a solução para a economia de talentos, e a capacidade de desenharmos o nosso futuro. No entanto,  não podemos esquecer a dimensão ética e o respeito pela dignidade humana.

O futuro da democracia, dizem os politólogos, está ameaçado, com o aumento da insatisfação das pessoas, o que deve em minha opinião, ser tomado como um sinal de alerta quanto ao futuro da política mundial.

O  ano de 2024 vai representar um enorme desafio com o numero de mais de 50 países, a ter eleições parlamentares ou presidenciais.

A velocidade a que o mundo está a mudar vai muito mais além da nanotecnologia ou da computação quântica, das impressoras 3D, da realidade virtual,  dos veículos sem condutor e das viagens espaciais.  Trata-se de uma aceleração com impacto na forma como comunicamos, trabalhamos, aprendemos e, vivemos.

Depois da 4ª vaga da pandemia, estamos de volta!

Continuaremos a pensar, a criar, a agir, a aprender, a meditar, a amar, a tomar decisões, e a acreditar  que a relação entre as pessoas e as emoções, estão a retomar o espaço ocupado nos últimos tempos por números e algoritmos, e isso, ajuda-nos a  olhar os novos desafios deste “novo normal”, com maior otimismo.

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