
Brands Like Bands: A força da música como ferramenta de união
São 13 anos, 250 concertos, 78 bandas, três mil colaboradores, 20 causas sociais apoiadas, dois continentes e três cidades. Mas o Festival Brands Like Bands – o único festival de bandas de empresas do mundo – é muito mais do que números. É tornar possível o impossível.
Por Tânia Reis
Foi em 2013 que o primeiro festival de bandas de empresas aconteceu no Hard Rock Café, em Lisboa. O objectivo era reunir empresas que têm bandas para que os músicos colaboradores pudessem demonstrar os seus sonhos e paixões, mas também promover o engagement e a motivação.
A ideia surgiu inicialmente em reuniões com empresas, como desbloqueador de conversa, contava Fernando Barros, CEO e fundador do Brands Like Bands, à Human Resources em Setembro de 2016. «A partir de certa altura, começámos a ver que existiam muitas bandas em empresas, mas que só tocavam nos eventos corporativos, nomeadamente na festa de Natal. Foi quando começámos a pensar em reunir várias empresas, de diferentes áreas de negócio, de uma forma particular e que ainda não tinha sido feito.»
Enumerar todos os desafios que foram surgindo ano após ano não é tarefa fácil, «e seria ainda mais injusto reivindicar os louros» de os terem ultrapassado sozinhos, por isso prefere realçar o espírito de comunidade entre parceiros, empresas participantes e Brands Like Bands. «Há muito aquele espírito de entreajuda entre todos, que é muito diferente do “desenrasca lá”. Há, por exemplo, muito o hábito de eles verem as actuações uns dos outros, que reforça todo este espírito, e isso é fantástico.»
Um percurso estável
Treze anos e 250 concertos volvidos, já subiram aos palcos em Lisboa – Hard Rock Café, Rock in Rio, Mercado da Ribeira – e no Porto – Hard Club – 78 bandas de empresas, três mil colaboradores, e foram apoiadas 20 causas sociais, como o Instituto Português de Oncologia (IPO), o Corações com Coroa, a Operação Nariz Vermelho e a APAV – Associação de Apoio à Vítima, entre outras.
Desde a primeira edição, ainda que as empresas e o seu contexto tenham sofrido várias mudanças, o «espírito e missão devem manter-se, essencialmente, como um vector de estabilidade para as empresas, contrastando com a enorme volatilidade que todos – pessoas e organizações – actualmente enfrentam», afirma Fernando Barros.
Nestas 13 edições, destaca como um dos principais marcos a estabilidade. «O nosso maior prémio é mantermos as parcerias desde a primeira edição, que são absolutamente críticas para o festival, já que nos ajudam a criar valor para as empresas participantes, como são os casos da Ivity Brand Corp, da Musifex, da Worldprint e da própria Human Resources Portugal.» E está convicto de que são todas essas sinergias que explicam o facto de o festival ser «um dos eventos empresariais de maior longevidade em Portugal e não só».
Sobre a edição mais especial, recorda a de 2020, em plena pandemia, feita com a Rádio Comercial. «Ter testemunhado o reencontro entre colegas que já não se viam há largos meses e as emoções envolvidas nesses momentos é algo que vou levar comigo para sempre. A manifestação de confiança que nos foi dada por mais de 30 empresas, num período tão conturbado como foi o da pandemia, foi algo marcante, sem dúvida.»
Um novo capítulo: internacionalização
Para 2025, o fundador do Brands Like Bands defende a necessidade de pragmatismo e de perceber onde é possível fazer a diferença e criar impacto. «Isso é feito considerando como podemos criar, à partida, a percepção junto das pessoas e das empresas de que “vai valer a pena” e, no final, entregar-lhes um momento que vai ficar para sempre com elas», explica. E acrescenta: «Num tempo em que vivemos a “ditadura do scroll”, ter algo que vai ficar marcado para a vida das pessoas é o que na verdade nos motiva, e não a efemeridade dos conteúdos.»
Este ano, a chegada a São Paulo, no Brasil, marca um novo capítulo na história do festival. «O interesse do Brasil vem desde 2021, com o Rock in Rio. Além de termos estado presentes em Lisboa, em 2022, eles fizeram algo também dentro do nosso conceito para abertura no Rio de Janeiro», partilha.
Desde 2023, têm trabalhado com Douglas Alves, o representante da iniciativa em São Paulo, «e que tem, igualmente, o espírito underdog», garante. «Isto porque, não obstante a dimensão do nosso impacto e de sermos um dos maiores agregadores de empresas, nunca devemos assumir nada como garantido.
Leia o artigo na íntegra na edição de Julho (nº. 175) da Human Resources, nas bancas.
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