
CATÓLICA-LISBON: Por que o futuro precisa de líderes diferentes
O olhar da CATÓLICA-LISBON | Executive Education para 2026: repensar a liderança num tempo de mudança permanente.
Num tempo em que a mudança deixou de ser excepção para se tornar a norma, a pergunta deixou de ser se as organizações precisam de líderes preparados e passou a ser como podem preparar-se a tempo. A velocidade da inovação tecnológica, a fragmentação dos mercados e a crescente imprevisibilidade das relações económicas têm vindo a reposicionar o próprio conceito de liderança. Já não basta adaptar: é necessário antecipar.
É neste cenário que a CATÓLICA-LISBON | Executive Education apresenta o seu Portefólio para 2026 – uma proposta que pretende não apenas formar líderes, mas ajudá-los a compreender o momento histórico que os mercados e os vários stakeholders relevantes atravessam. A função da formação executiva expandiu-se: deixou de ser apenas um espaço de actualização técnica para se tornar um lugar de leitura crítica do mundo.
Mais do que desenvolver competências, a CATÓLICA-LISBON procura promover uma verdadeira transformação nos líderes que passam pela Escola. Essa transformação manifesta-se na forma como cada participante amplia a sua capacidade de leitura do contexto, questiona pressupostos antigos e adquire novas lentes para interpretar os desafios da gestão. Não se trata apenas de aprender novos modelos, mas de mudar a forma de pensar, decidir e liderar, permitindo que o impacto da formação se prolongue muito para além da sala de aula e se traduza em novas práticas, novas conversas e novas dinâmicas organizacionais.
«Formar líderes nunca foi tão urgente. O mundo que conhecíamos fragmentou-se, e os desafios que enfrentamos hoje – tecnológicos, sociais, económicos – exigem um tipo de liderança profundamente consciente, tecnicamente competente e humanamente preparada. Na CATÓLICA-LISBON, assumimos o compromisso de desenvolver líderes que saibam ler o presente com lucidez e que tenham coragem e capacidade de moldar o futuro. A liderança que queremos promover não responde apenas ao agora: prepara-se para aquilo que ainda não vemos», afirma Nuno Moreira da Cruz, Dean da CATÓLICA-LISBON | Executive Education. A frase sintetiza uma abordagem que aposta na profundidade, na interrogação e na capacidade de pensar estrategicamente para lá das urgências.
Uma escola que escuta o mercado e responde com pensamento crítico
A CATÓLICA-LISBON construiu a sua reputação na formação de executivos não só pela qualidade académica, mas pela capacidade de ler os sinais do tempo. A evolução acelerada das tecnologias, a centralidade da sustentabilidade e a mudança das expectativas das novas gerações de talento exigem que os programas se reinventem continuamente.
«Os nossos programas são espaços de reflexão e partilha com vista a accionar melhores práticas e criar valor», afirma Nuno Rolo, manager para os Programas de Inscrição Aberta. «É para nós um desafio entusiasmante aliar formação à expectativa que os nossos participantes têm de resolverem problemas reais das suas carreiras e organizações connosco. Isto implica a dose certa de rigor científico, praticidade e experiência.»
Este equilíbrio entre análise e aplicabilidade tornou-se uma marca identitária da Escola: teoria suficiente para estruturar o pensamento, prática suficiente para orientar a acção. Tudo isto alicerçado num grupo de docentes onde se procura sempre o equilíbrio fundamental entre excelentes académicos e executivos seniores com grande experiência e provas dadas no mundo corporativo.
O Portefólio 2026 como narrativa de progressão
Mais do que um conjunto de programas, o Portefólio 2026 organiza-se como uma narrativa de desenvolvimento, capaz de acompanhar um profissional desde os primeiros desafios de gestão até às decisões que moldam organizações inteiras. Ao invés de percursos rígidos, a CATÓLICA- LISBON oferece soluções reais.
- PGG – Programa Geral de Gestão
Dirigido a quem precisa consolidar bases estruturais. A sua lógica modular permite criar combinações diferentes, quase como um “mapa personalizado” das competências essenciais. Num país onde muitas pessoas chegam à gestão por progressão natural – e não por formação – o PGG estabelece uma fundação sólida.
- PAGE – Programa Avançado de Gestão para Executivos
É o momento em que a gestão se transforma em interpretação. «O PAGE trabalha a capacidade de pensar estrategicamente quando não há respostas certas », relata um antigo participante do programa. Aqui discute-se a tensão entre propósito e pressão, estratégia e velocidade, liderança e vulnerabilidade – temas incontornáveis na nova realidade empresarial.
- AMP – Advanced Management Program (em parceria com a Kellogg School of Management)
A lente torna-se global. A parceria com a Kellogg desafia líderes de topo a desconstruir certezas e a olhar para as suas decisões numa perspectiva sistémica. «O AMP obriga-nos a olhar para as nossas decisões como parte de sistemas muito maiores», conta um gestor sénior e antigo participante do programa. É um programa de deslocação cognitiva mais do que de técnica.
- MIF – Master in Finance
Numa economia onde quase todas as decisões – de marketing à sustentabilidade – têm impacto financeiro, o MIF reforça rigor, análise e capacidade de leitura dos mercados. Parceiro do CFA Institute, prepara líderes para um ambiente em que o risco é tão relevante quanto a oportunidade.
A força das parcerias nacionais e internacionais
A abertura ao mundo é outro pilar do Portefólio 2026. A Escola trabalha com universidades como ESADE, INSEAD ou SDA Bocconi, e com empresas como Google Cloud, Salesforce, NTT Data ou CCIP. Estas parcerias funcionam como laboratório: introduzem novas metodologias, novas métricas e temas emergentes que ainda estão a ser desenhados globalmente.
«Nenhum líder se forma apenas dentro de uma sala de aula», afirma Nuno Rolo. «E, no entanto, é dentro dessa sala – presencial ou digital – que muitas dessas perspectivas começam a ganhar forma crítica».
A Inteligência Artificial como tema transversal
A Inteligência Artificial (IA) tornou-se omnipresente – não apenas nos processos, mas nos próprios modelos de negócio. A CATÓLICA-LISBON incorporou este tema em toda a sua oferta formativa, não como tendência tecnológica, mas como fenómeno estrutural.
«A IA é tão estratégica quanto ambígua. Estamos a ensinar líderes a lidar com ferramentas que ampliam capacidade, mas também levantam dilemas éticos profundos », reforça Nuno Moreira da Cruz.
Os programas abordam IA não só pelo desempenho técnico, mas pelo impacto humano, cultural e organizacional. A questão deixou de ser como usar IA para se tornar como liderar num mundo moldado por IA.
Formação customizada: quando o desafio exige respostas próprias
Nos últimos anos, cresceu, significativamente, a procura por programas desenhados em conjunto com as empresas. E é neste domínio que a CATÓLICA-LISBON tem aprofundado o seu papel transformador.
A formação customizada funciona como um exercício colectivo de clarificação e alinhamento. Não se trata de adaptar um programa pré-existente, mas de construir uma resposta em coautoria, a partir de diagnósticos reais e desafios concretos – culturais, estratégicos, operacionais ou de liderança.
Segundo Joana Lopes Moreira, manager para os Programas Customizados, «outro ponto distintivo é a integração de conhecimento proveniente de várias faculdades da Católica. Aos programas de gestão juntam-se contributos das áreas de Ciências Humanas, Direito, Estudos Políticos e Medicina, conferindo uma visão global, transversal e alinhada com os desafios contemporâneos. Garantimos assim uma interdisciplinaridade que enriquece a gestão e as lideranças que nos procuram».
Esta dimensão – profunda, mas discreta – explica porque tantas organizações descrevem estes programas como momentos de viragem. A transformação aparece primeiro nas conversas, depois nas decisões e, só então, nos resultados.
Entre o imediato e o importante
O Portefólio 2026 defende um posicionamento claro: num mundo obcecado pela velocidade, pensar tornou-se revolucionário. E é precisamente essa pausa – informada, crítica, estruturada – que muitos líderes começam a reconhecer como verdadeira vantagem competitiva.
Numa era em que tudo parece urgente, a CATÓLICA-LISBON | Executive Education propõe algo quase subversivo: reflexão antes da acção. Porque, como recorda Nuno Moreira da Cruz, «liderar bem exige formação contínua – porque o mundo muda demasiado depressa para confiarmos apenas no que já sabemos».
Este artigo faz parte da edição de Dezembro (nº. 180) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.