CECOA: “Adapt or die” (Ou, melhor, “Adapt and sucess”)

Uma breve nota sobre como as organizações têm que formar para a adaptação, pois a adaptação à mudança é a nossa única hipótese de sobrevivência.

 

Por Cristina Dimas, Coordenadora da Unidade Inovação e Negócios do CECOA – Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins

 

Em 2018 escrevi “A mudança é a única certeza”. As economias e as sociedades, à escala global, estão a transformar-se a um ritmo muitíssimo acelerado, assumindo aqui a digitalização um papel central enquanto factor chave deste movimento de transformação.

Hoje, a leitura do contexto, faz-me escrever de forma idêntica, mas ainda assim paradoxalmente diferente: A “adaptação à mudança é a nossa única hipótese de sobrevivência”. As economias e as sociedades, à escala global, estão a transformar-se a um ritmo muitíssimo acelerado, a digitalização assumindo-se aqui como uma das ferramentas deste movimento de transformação, mas não a única e, muito provavelmente não a mais decisiva, no jogo da vida real do “adapt or die” (ou, do como prefiro chamar-lhe, do “adapt and succeed” – porque escolho o optimismo ao determinismo).

A célebre máxima “It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent that survives. It is the one that is most adaptable to change”, alegadamente atribuída ao naturalista britânico Charles Darwin na sua obra de 1859, a “Origem das Espécies” (e digo alegadamente porque alguns defendem que esta nunca foi por ele escrita… sim, fake news não são um exclusivo dos tempos modernos!), remete-nos exactamente para esta necessidade de, tal como as espécies, também nas organizações termos de ser capazes de nos adaptar à mudança, transformando-nos e transformando-as.

A COVID-19 (escrever sobre o que seja em 2020 sem falar dela é quase impossível) veio colocar uma seríssima prova à nossa capacidade de adaptação à mudança e de transformação. Mas desenganem-se os que crêem que a digitalização é a ferramenta que faz a diferença neste processo. É claro que o potencial oferecido pela tecnologia de realizarmos (quase) todos os processos de negócio e organizacionais remotamente, em segurança, a partir do conforto (ou não) dos nossos lares foi, é e será, uma ferramenta muitíssimo importante neste esforço de adaptação e transformação. No entanto, a essência – a meu ver – de uma estratégia de “adapt and succeed” está nas designadas soft skills ou de desenvolvimento pessoal.

Mais importante do que saber usar uma qualquer plataforma de comunicação e trabalho a distância, é saber comunicar “com significado” através desses meios, é saber gerir equipas a distância, é ser capaz de gerir o stress e a ansiedade (nossos e das nossas equipas) que derivam de trabalhar a distância, é desenvolver a resiliência para enfrentar o isolamento social e laboral a que este contexto nos obriga, é saber usar a criatividade e o design thinking para inovar nos negócios, desenvolver novos produtos/serviços/modelos organizacionais, adaptando-os para responder a este novo contexto, acrescentando valor e conseguindo, desta forma, prosperar e ter sucesso neste mar revolto de incertezas e ambiguidades, mas também de oportunidades.

E tem sido (e continua a ser) esse o nosso contributo enquanto centro de formação. Formar pessoas e ajudar organizações no seu esforço de “adaptação para o sucesso”, proporcionando-lhes formação nas áreas acima referidas (e noutras), seja esta à medida das necessidades específicas de cada organização, seja interempresas. E como não poderia deixar de ser, neste estranho ano, fizemo-lo em contexto presencial e em contexto online. E porque “em casa de ferreiro o espeto não deve ser de pau” começamos por o fazer in-house, formando (e transformando) as nossas pessoas para, também o CECOA ser capaz de “Adapt and Succeed”.

 

Esta artigo faz parte do Especial “Formação”, publicado na edição de Dezembro (n.º 120) da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, pode comprar a versão em papel ou a versão digital.

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