Cinco tendências que vão moldar o futuro do desenvolvimento de software

Nos últimos anos, o ramo do desenvolvimento de software tem vindo a sofrer transformações que estão a obrigar os profissionais e as empresas a adaptar-se para conseguirem acompanhar o ritmo da inovação. Hoje, as equipas começam já a adoptar novas ferramentas e estratégias que permitem acelerar o desenvolvimento e a entrega de soluções, para potenciar o sucesso dos negócios.
Neste sentido, os membros da equipa da Zühlke partilham cinco tendências que estão a moldar o presente e o futuro da programação:
IA como parceiro de programação: ferramentas de programação assistidas por IA, como GitHub Copilot ou Cursor AI, estão a aumentar a produtividade e a melhorar a qualidade do código, servindo de apoio para a formação de novos programadores ao poder explicar o código já existente. A IA na programação já não é apenas um auxiliar: actua como colega de trabalho, ao mesmo tempo em que permite às equipas criar e validar ideias rapidamente, transformando, assim, a forma como as equipas colaboram, aprendem e inovam.
As plataformas low-code na era da AI generativa: as plataformas low-code, agora potenciadas pela GenAI, estão a evoluir, mitigando a complexidade do código através de ferramentas de desenvolvimento mais intuitivas. Soluções como o OutSystems Mentor ou o Mendix Maia, por exemplo, estão já a permitir, através de prompts simples, gerar, iterar e validar código e aplicações completas de forma muito mais rápida. Estas ferramentas aceleram, assim, todo o processo, reduzem custos e tornam o ciclo de desenvolvimento mais ágil.
Desenvolvimento cloud-native como norma: o desenvolvimento nativo em  cloud está já a marcar o ramo do desenvolvimento de software, e continuará a fazê-lo no futuro, uma vez que garante uma grande escalabilidade e eficiência. De facto, a cloud já não é apenas infraestrutura, mas sim a base sobre a qual se constroem aplicações resilientes, seguras e preparadas para crescer.
O expertise humano no centro da programação: com IA e a automação a assumirem tarefas mais repetitivas, o papel do ser humano torna-se ainda mais central. Competências como visão crítica, criatividade e a comunicação entre as equipas garantem que as soluções desenvolvidas resolvem problemas reais. Ao mesmo tempo, a capacidade de aprendizagem surge como uma skill essencial para os profissionais que se queiram manter relevantes num setor em constante transformação.
Sustentabilidade e acessibilidade no código: a preocupação crescente em criar software energeticamente eficiente e sustentável, sem comprometer o desempenho, é uma prioridade cada vez maior para os programadores e empresas. Ao mesmo tempo, as novas ferramentas estão a democratizar o acesso ao desenvolvimento, permitindo que mais pessoas, de diferentes origens e perfis, contribuam para criar soluções tecnológicas.