COVID-19. Dezenas de empresas estão a mobilizar-se para ajudar na resposta à crise. E o apoio assume diversas formas.

Margarida Lopes
30 de Março 2020 | 15:20
COVID-19. Dezenas de empresas estão a mobilizar-se para ajudar na resposta à crise. E o apoio assume diversas formas.

A Renascença fez um apanhado de empresas de vários ramos têm tomado iniciativas para doar material de protecção, alimentos, chocolates e até lavagem de roupa aos profissionais de saúde, que estão a combater a COVID-19. E a Human Resources acrescentou mais algumas.

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Estes são alguns exemplos, do ensino à energia, da banca à construção, passando pelo desporto até aos produtos de consumo e aos serviços.

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O Santander juntou-se ao movimento tech4COVID19, para apoiar o Projecto Material Hospitalar. O objectivo é responder rapidamente às necessidades de material, com a angariação de equipamentos de protecção individual, ventiladores e testes de despiste ao COVID-19 para os profissionais de saúde. Nesta fase, «o Santander vai contribuir com um apoio de €50.000 para adquirir 50.000 máscaras P2». O material será entregue às Administrações Regionais de Saúde. Este projecto é formado por um grupo de startups tecnológicas portuguesas, que inclui mais de 250 empresas de áreas diferentes e mais de 3700 pessoas.

Para evitar a deslocação de doentes infectados com COVID-19, a Altri e a Navigator ofereceram um aparelho de raio-x ao Hospital Distrital da Figueira da Foz, «reduzindo-se assim o tempo de diagnóstico e o risco de infecção, que é muito elevado em doentes com COVID-19».

A Galp ofereceu 29 ventiladores ao SNS, disponibilizou apoio ao INEM para as ambulâncias e viaturas de recolha de amostras, entregou um pacote energético a mais de 500 instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e cedeu meios à Direcção-Geral da Saúde (DGS) para uma campanha de sensibilização à escala nacional.

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A EDP, juntamente com o accionista chinês China Three Gorges, ofereceu 50 ventiladores ao Estado, 200 monitores médicos e respectivos equipamentos de suporte, num total de quatro milhões de euros.

O Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP) anuncia que «doou o único ventilador disponível no país ao Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, depois de uma recolha de fundos relâmpago no valor de 20 mil euros, tendo o colégio contribuído com oito mil do total.» A operação decorreu durante seis dias, segundo Francisco Marques, director do CLIP, o que prova «a força da solidariedade da nossa comunidade, a vontade de ajudar».

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O PIEP, Centro de Interface Tecnológico da Universidade do Minho para o sector dos Plásticos, «mobilizou-se para desenvolver por impressão 3D, nas suas instalações, viseiras de protecção individual». Já foram entregues 20 viseiras ao Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães.

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Também em 3D, vários empresários com impressoras e a startup FAN3D juntaram-se e imprimem agora viseiras, já entregaram 30 ao Hospital de Setúbal e prometem não ficar por aqui.

Na construção, a Mota-Engil também está a ajudar no esforço de combate ao COVID-19 e doou 17.000 batas/fardas protectoras, como equipamento de protecção individual, para os profissionais de saúde do Hospital de São João no Porto e Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHULN).

A Coporgest – Companhia Portuguesa de Gestão e Desenvolvimento Imobiliário entregou ao Ministério da Saúde 10 mil toucas clip e duas mil batas cirúrgicas.

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A Super Bock Group e a Destilaria Levira estão a trabalhar juntas, na produção de gel desinfectante para as mãos. O objectivo é converter 56 mil litros de cerveja em 14 mil litros de álcool gel, isto para começar. O produto final vai ser oferecido a três unidades hospitalares da região do Porto.

A L’Oréal lançou um Plano Europeu de Solidariedade para o COVID-19, que em Portugal passa por doações de produtos a hospitais e centros de saúde.

E a Fundação L’Oréal decidiu doar «um milhão de euros às associações parceiras envolvidas na luta contra a precariedade. As associações apoiadas ao longo do ano pela Fundação L’Oréal também receberão kits de higiene (gel de banho e champô) e gel hidroalcoólico para assistentes sociais, voluntários e beneficiários».

A Garnier vai oferecer e distribuir gratuitamente 50 mil unidades de gel hidroalcoólico a todos os clientes europeus na distribuição alimentar, a partir do final de Abril.

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La Roche-Posay e a CeraVe, do mesmo grupo, já ofereceram 900 máscaras, juntamente com um kit de cuidado de higiene e hidratação das mãos.

A marca italiana Chicco está a doar mais de 750 intercomunicadores com câmara, «todo o stock que a marca tem disponível em Portugal, com o objectivo de ajudar a minimizar os impactos que a pandemia causada pela COVID-19 está a causar nos hospitais e unidades de saúde do nosso país». Os pedidos devem ser enviados para este email.

O grupo Os Mosqueteiros vai doar meio milhão de euros, para apoiar profissionais de saúde da primeira linha com “equipamentos de proteção individual e material médico”.

A Unilever, fabricante de marcas como a Dove, Knorr e Skip, vai doar 100 milhões de euros em produtos: sabonetes, desinfectantes, lixívia e bens alimentares (a distribuição será feita tendo em conta os valores de venda em loja). As linhas de produção serão também adaptadas, para produzir desinfetantes para hospitais, escolas e outras entidades institucionais.

Especificamente para Portugal, a Unilever FIMA disponibilizou ajuda à DGS, com a doação de produtos, e está a reforçar doações às instituições com as quais já colabora.

A Carglass criou um serviço prioritário e gratuito para Polícia, Bombeiros, Proteção Civil, autarquias, farmácias e hospitais. A empresa oferece a «aplicação de soluções provisórias em vidros laterais e óculos traseiros e uma higienização profissional do habitáculo e condutas do ar condicionado.» Estes profissionais, e apenas estes, podem aceder ao serviço através da linha 225 320 706, nos dias úteis, das 9h00 às 18h00.

A “Dona Rosa” oferece limpeza de roupa a todos os profissionais de saúde, no concelho de Lisboa. Através desta aplicação portuguesa de lavar e engomar e limpeza a seco, quem trabalha nos hospitais e centros de saúde poupa assim este trabalho. Os serviços estão disponíveis através de um email ou de uma mensagem por WhatsApp.

A Imperial ofereceu «mais de 2500 tabletes de chocolates a profissionais de saúde», no Hospital de São João, no Porto, e à Lusíadas Saúde.

A Mercedes-Benz ofereceu o seu apoio na produção de equipamentos médicos. Com o auxílio de impressoras 3D, é possível produzir componentes individuais que são urgentemente necessários na tecnologia médica.

A DPD estabeleceu uma parceria com as entidades Tech4Covid19 e APT3D para fazer chegar a profissionais de saúde, os respectivos equipamentos de protecção individual, bem como lençóis, toalhas e outros materiais para o hospital de campanha do Santa Maria, instalado no Estádio Universitário de Lisboa.

A empresa de brinquedos portuguesa, Science4you adaptou a sua produção no sentido de dar resposta às necessidades do mercado no âmbito da COVID-19. Utilizando as equipas e materiais que normalmente têm como fim a produção de experiências para crianças, a empresa já conseguiu fornecer mais de 300 mil óculos de protecção, estando neste momento a produzir 15 mil unidades por dia.

Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito criou uma parceria entre a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, para a produção de um gel antisséptico à base de álcool, proveniente de aguardente vínica, para desinfecção das mãos, tendo como destino prioritário o Hospital José Joaquim Fernandes.

O IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia desenvolveu um projecto de protecção individual para os profissionais de saúde e para os profissionais que têm de garantir serviços indispensáveis e de atendimento ao público, no âmbito das medidas de combate à propagação da infecção por COVID-19. Consciente da escassez deste equipamento médico na prevenção desta pandemia, a escola desenvolveu de raiz um projecto de design e produção de viseiras que contribuem, com segurança, para a protecção e minimização da propagação do vírus.

A solidariedade passa ainda pelo Desporto, com atletas e clubes a avançarem com doações. Em Portugal destaca-se a iniciativa de Cristiano Ronaldo e do empresário Jorge Mendes, que vão equipar uma ala do Hospital de Santo António, no Porto, para cuidados intensivos.

A Fundação do Futebol da Liga Portuguesa decidiu leiloar equipamento desportivo, o objectivo é angariar fundos para comprar material hospitalar, “nomeadamente máscaras, luvas e batas”. Será possível adquirir bolas e camisolas autografadas por atletas dos semifinalistas da Taça da Liga.

Estes são apenas alguns exemplos de como a comunidade empresarial se está a mobilizar na ajuda à resposta à crise pandémica criada pela COVID-19.

 

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