COVID-19. Há um survey que acompanha (em tempo real) como as empresas estão a reagir. Veja os resultados

As empresas estavam preparadas para lidar com uma pandemia? E que medidas estão em curso para minorar os efeitos da Covid-19? Os colaboradores estão no topo das prioridades das chefias? As perguntas são muitas e complexas. E, com isso em mente, a Mercer está a realizar um survey, desde dia 18 de Março, para acompanhar a situação, em tempo real.

 

«A Mercer está a desenvolver, há algumas semanas, um estudo inovador sobre os impactos da COVID 19 nas empresas. Este estudo está a decorrer a nível mundial, e tem uma particularidade que o distingue de outros estudos do género: ele estará decorrer enquanto a pandemia progredir, e permitirá monitorar a evolução das respostas das empresas aos desafios colocados pela pandemia», começa por explicar Tiago Borges, Rewards leader da Mercer Portugal, à Human Resources.

Os resultados vão sendo automaticamente actualizados, sempre que existem novos participantes, o que «permite à Mercer medir o pulso das organizações (globalmente e por região) no que diz respeito às medidas tomadas em resposta aos desafios criados pela Covid-19», num conjunto de tópicos agregados nas seguintes áreas: impactos na infraestrutura, compensação, trabalho remoto e flexibilidade.

Até à data, os dados do inquérito, intitulado “Globally, how are companies supporting their employees during this outbreak?”, revelam que 59% têm um plano de continuidade, ou de preparação para uma pandemia, já implementado para responder à uma situação de emergência. Apenas 5% não estavam preparados.

 

Comunicação em situação de crise

Já 78% das organizações desenvolveram um plano de comunicação regular da gestão de topo sobre o tema Covid-19, focado em temas como as medidas tomadas pela própria empresa, recursos disponíveis para os colaboradores, e formas de utilização das infraestruturas tecnológicas.

Apesar de 43% referirem que o impacto do surto de coronavírus nas operações é «moderado», mais de metade (68%) encerrou os escritórios.

Os dados mostram também que 84,2% cancelaram todas as viagens internacionais, 79,8% reforçaram a higiene nas instalações e 68% optaram por cancelar todas as deslocações domésticas. Para as empresas cuja maioria dos trabalhadores continuam a ter de trabalhar nas instalações (27%), 56% reforçaram a comunicação junto das equipas.

Cerca de 30% das organizações implementaram já uma política de congelamento salarial, sendo que 31% das empresas já tinham implementado os incrementos para 2020 antes da pandemia. As restantes ainda não implementaram os incrementos definidos, mas planeiam implementá-los, de acordo com a Mercer, e cerca de 22% estão a rever os seus modelos de incentivos, à luz da actual situação.

 

Produtividade versus teletrabalho?

A pensar nos colaboradores, 37% das empresas promoveram medidas adicionais de flexibilidade, com o objectivo de permitir a conciliação do trabalho com as responsabilidades parentais, devido ao encerramento das creches e escolas, no passado dia 16 de Março, por ordem do Governo. Porém, 56,6% admitem estar preocupados com os níveis de produtividade em teletrabalho. Antes do surto, só 77,5% tinham colaboradores a trabalhar remotamente.

Outros 35,6% admitem ter congelado os processo de contratação em todos os departamentos. Apesar de 37,3% não optado por esta via, os inquiridos explicam que o processo passou por uma transformação, levando a que todas as entrevistas estejam, neste momento, a ser realizadas via digital.

O inquérito dá ainda conta de que 15% das organizações estão a aplicar «alguma forma» de redução salarial aos seus gestores e executivos de topo, durante um período.

Acompanhe aqui a evolução dos resultados.

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