Critérios de acesso vão mudar em mais de metade dos cursos superiores. Conheça as alterações

Até 2025, mais de metade dos cursos superiores (53%) vão ter de aumentar o número de provas de ingresso exigido para o acesso a estas formações, já que o mínimo legal passará de uma para duas. Ou seja, no concurso nacional de acesso ao ensino superior, os alunos terão de utilizar pelo menos dois dos seus exames nacionais como provas de ingresso para o curso que escolherem, revelou o Público.

 

A publicação revela que dos cerca de 1100 cursos existentes actualmente, perto de 600 apenas exigem, como prova de ingresso, um exame a uma disciplina. O que leva, em vários casos, a que a nota de um só exame tenha um peso de 50% na média de candidatura.

O contributo actual das provas de ingresso para o cálculo desta fórmula pode variar entre 35% e 50%. Com as novas regras, o peso daquelas provas não poderá ser inferior a 45%, variando o valor de cada uma delas entre 15% e 30%. Já a classificação final do ensino secundário terá um peso mínimo de 40% contra os 50% actuais.

De acordo com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e o da Educação, estas alterações visam «reforçar a equidade e a comparabilidade dos percursos formativos dos candidatos», no caso da mudança da fórmula de cálculo da nota de candidatura; e «fortalecer o processo de seriação dos candidatos através do aumento do número de provas de ingresso para duas ou três».

Actualmente são exigidas uma a três provas, sendo que este máximo praticamente só é pedido no acesso aos cursos de Medicina.

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